
Neste novo episódio nosso convidado especial Ć© o advogado e mestre Gustavo Fortunato com a participação de Liliane Agostinho Leite e Julia Pazos. Os comentĆ”rios sobre as notĆcias fica por conta da DĆ©bora Araujo. NotĆcias: š¬ Avatares na passarela da moda š¬ SĆ©rie Netflix - Todo dia a Mesma Noite š¬ Pirataria de NFTs tem crescido exponencialmente
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DĆ©bora AraĆŗjo is hosting the Aipico Off-Talk, a weekly show discussing intellectual property, advertising, and entertainment. The show is now available as a podcast on platforms like Apple, Amazon Music, and Spotify. Today's topics include avatars in fashion, the Netflix series "Todo Dia Ć Mesma Noite" and the Kiss nightclub tragedy, and the growing piracy of NSTs. The series based on the tragedy has faced criticism from some families who were not consulted. The issue raises questions about freedom of expression and the right to information. The Netflix platform has not responded to the claims, but a dialogue is expected to take place. The discussion also touches on the trend of biographical series and the responsibility of the entertainment industry. Overall, it is an interesting case that raises important legal and ethical considerations. Pessoal, o meu nome Ć© DĆ©bora AraĆŗjo e estamos aqui para mais um Aipico Off-Talk e esse Ć© nosso cafezinho semanal com notĆcias sobre propriedade intelectual, publicidade e entretenimento. Se vocĆŖ quiser participar aqui do nosso Aipico Off-Talk que acontece todas as quartas Ć s 14 horas, envia um direct pra gente ou deixa aqui seus comentĆ”rios tambĆ©m com as suas dĆŗvidas e a sua contribuição aqui para os nossos temas. O nosso encontro vai ficar gravado aqui no Instagram e a novidade Ć© que ele tambĆ©m pode ser ouvido nas principais plataformas de mĆŗsica, pois Ć©, agora o Aipico Off-Talk tambĆ©m tem podcast. EntĆ£o vocĆŖ pode ouvir todos os episódios lĆ” na Apple, no Amazon Music ou no Spotify. Entra nos nossos perfis e sigam os nossos perfis lĆ” nos tocadores de mĆŗsica. Hoje aqui no Aipico Off-Talk nós vamos receber o Gustavo Fortunato como nosso convidado e vamos ter a participação da Liliane Leite e da Juliana Pazos. As notĆcias que vamos trazer hoje pra vocĆŖs, os assuntos de hoje sĆ£o avatares na passarela da moda, a sĆ©rie Netflix Todo Dia Ć Mesma Noite versus boate kiss e a pirataria em NSTs que tem crescido exponencialmente. NotĆcias do dia, entĆ£o vamos lĆ” Liliane, vamos dar inĆcio. ComeƧo com a minha notĆcia? Comece, por favor. Bom, hĆ” algum tempo que eu venho observando uma crescente aĆ de sĆ©ries biogrĆ”ficas, nĆ©, e a Ćŗltima que eu tomei conhecimento foi a Todo Dia Ć Mesma Noite, que Ć© baseada na tragĆ©dia da boate kiss. E eu li nos jornais, nos logos, no wall, notĆcias, nĆ©, de que alguns familiares se sentiram incomodados com a publicação da minifĆ©rie pelo Netflix. Essa sĆ©rie, eu nĆ£o sei se vocĆŖs tiveram oportunidade de assistir ou nĆ£o, sĆ£o cinco episódios, e ela mistura ficção e realidade e Ć© centrada na tragĆ©dia e fixada em quatro nĆŗcleos familiares, nĆ©. NĆ£o tem, gente, como vocĆŖ nĆ£o se tocar ao assistir a essa sĆ©rie. NĆ£o tem como, assim, nĆ£o se colocar no lugar dos pais ou atĆ© pensar de quando nós Ć©ramos jovens, nĆ©, e Ćamos para as festas, baladas de faculdade e pensar em tudo aquilo que aconteceu aquela tragĆ©dia. Essa minifĆ©rie, ela Ć© baseada num livro que jĆ” foi publicado, eu nĆ£o sei o ano da publicação do livro, mas Ć© da jornalista Daniela Arbex. EntĆ£o, a diretora, ela se baseou nesse livro, entĆ£o nĆ£o hĆ” uma narrativa diferente do que jĆ” foi publicada. O que eu li tambĆ©m foi que a advogada desses familiares, em torno de 40 famĆlias, tĆ”, ela representa essas 40 famĆlias, e elas disseram o quĆŖ? Que essas famĆlias nĆ£o foram consultadas para a narrativa da construção da sĆ©rie. E eles possuem quatro reivindicaƧƵes, o que ela tambĆ©m coloca na nota, hĆ” provĆ”vel o ingresso da ação, mas que antes conversaria com a plataforma. E aĆ ela coloca que a famĆlia, eles reivindicam o quĆŖ? Entender por que elas nĆ£o foram movidas, nĆ©, para a produção da sĆ©rie, abordar a questĆ£o da responsabilidade afetiva e social que as plataformas de streaming devem ter quando se cria produƧƵes baseadas em casos reais, e reivindicar que parte dos lucros da monetização da sĆ©rie sejam voltados para a construção de um memorial das pessoas que morreram na tragĆ©dia, nĆ©. Eles entendem, eles estĆ£o em busca de uma composição de um dano moral, nĆ£o Ć© isso, mas eles dizem que a plataforma, ela monetiza, se remunera de uma tragĆ©dia do qual as famĆlias ainda sofrem e que ainda brigam na justiƧa, porque aĆ no caso nĆ£o chegou ao final do julgamento, nĆ©, e a questĆ£o dessa construção do memorial. Por outro lado, a associação das vĆtimas que sobreviveram Ć tragĆ©dia, ela se posiciona pelo Instagram dizendo que ela desconhece, que ela nĆ£o participa desse movimento, tĆ”, e que ele nĆ£o emitiu nenhuma nota sobre um possĆvel processo contra o Netflix, essa associação. E pelo contrĆ”rio, no Instagram que essa associação fala que a publicação dessa sĆ©rie, divulgação dessa sĆ©rie, faz com que o assunto volte de novo Ć mesa, de que, porque o caso, ele estĆ” agora parado por questƵes processuais de imunidade processual penal. EntĆ£o, pra eles, assim, volta o assunto a debate e fica muito claro, os dois primeiros episódios da sĆ©rie sĆ£o focados na tragĆ©dia, depois o desenrolar do processo, tudo que acontece com relação Ć investigação policial, questĆ£o de MinistĆ©rio PĆŗblico, autoridade, enfim, porque nessa tragĆ©dia vĆ”rios entes pĆŗblicos foram envolvidos tambĆ©m durante as investigaƧƵes. E aĆ isso faz com que a gente lembre que a Constituição Federal, ela tem como princĆpio fundamental a liberdade de expressĆ£o e tambĆ©m o direito Ć informação. EntĆ£o, a gente tem aqui dois direitos fundamentais, que Ć© a liberdade de expressĆ£o, vocĆŖ criar sua liberdade de pensamento e tambĆ©m o dever de informação. E aĆ dentro, quando a gente pensa na liberdade de expressĆ£o, a gente tem dois aspectos aqui, um positivo e um negativo. O positivo Ć© que ninguĆ©m vai ser, que ninguĆ©m Ć© proibido, todo mundo pode manifestar o seu pensamento, o seu entendimento e nós estamos aqui fazendo exatamente isso, exercendo o nosso direito de liberdade de expressĆ£o da forma como que a gente entende. E aĆ o aspecto negativo Ć© o quĆŖ? Ć que o Estado nĆ£o pode fazer uma intervenção ilegĆtima, colocar uma mordaƧa e falar, nĆ£o vai falar sobre esse assunto. E aĆ a gente tem lĆ” em 2015, o julgamento da ADI, que eu agora nĆ£o me lembro o nĆŗmero, que foi julgada pela Carmen LĆŗcia, do qual ela fez uma interpretação conforme do artigo 20 e 21, dizendo que nĆ£o cabe a censura prĆ©via do particular. AtĆ© recentemente tambĆ©m, a Suzane Ristol tem entrou com uma ação, ela conseguiu uma eliminar em primeiro grau a censura dos campos contra a publicação da biografia dela e na relatoria do ministro Alexandre de Moraes foi revogado isso e ele colocou tambĆ©m que nĆ£o cabe uma censura prĆ©via do particular. E tambĆ©m quem vai fazer a publicação, seja em formato de livro ou de audiovisual, nĆ£o cabe pedir uma autorização prĆ©via da pessoa para que faƧa aquela produção, porque a gente estĆ” na outra vertente, que Ć© a questĆ£o do direito Ć informação. E ficou claro nessa questĆ£o do julgamento da ADI 4815, que a ministra Carmen LĆŗcia colocou, que isso nĆ£o quer dizer que a cada caso possa ser analisado pelo judiciĆ”rio Ć posterior eventual responsabilização. Eu sei que a gente gosta sempre que se escreva coisas que nos favoreƧam ou que esteja combinado. E o que escreva, opiniƵes contrĆ”rias, a gente vive hoje isso na rede social, opiniƵes contrĆ”rias ou que desabonem, as pessoas nĆ£o gostam mesmo que se fale a verdade, as pessoas nĆ£o gostam. EntĆ£o, quando a gente fala dessa questĆ£o da sĆ©rie da Netflix, da tragĆ©dia da boate Keef, a gente estĆ” aqui com dois direitos fundamentais, a liberdade de expressĆ£o, o direito Ć informação e se de fato houve excesso, e que pela sala da advogada, de novo, eu nĆ£o vejo ela colocando a questĆ£o do excesso, e sim a questĆ£o de alguns familiares se sentirem incomodados da tragĆ©dia estar retratada sem que eles teriam sido consultados, mas hoje nĆ£o se faz necessariamente essa consulta prĆ©via, exige exigĆŖncia. EntĆ£o vamos acompanhar o que vai se fazer, se vĆ£o engraxar com o processo ou nĆ£o. Eu acho que Ć© um tema muito interessante porque eu vejo uma produção hoje de aula visual muito grande, baseada em sĆ©ries biogrĆ”ficas, eu vi uma notĆcia tambĆ©m no jornal, uma matĆ©ria, falando do gosto popular do brasileiro de conhecer essas histórias, essas produƧƵes biogrĆ”ficas, geralmente envolvendo cenas de crime, que gostam bastante, entĆ£o eu acho que Ć© um tema para a gente ir acompanhando essas produƧƵes biogrĆ”ficas. Muito bom Liliane, Ć© um caso bastante interessante de estudar e de analisar todos esses direitos que estĆ£o sendo tratados e que levam tanto a discussĆ£o sobre a liberdade de expressĆ£o, se estĆ” realmente hĆ” uma exposição de fato, nĆ£o só de um fato pĆŗblico, mas de vida de pessoas, entĆ£o Ć© um caso bastante interessante. E por outro lado tambĆ©m tem a questĆ£o de ficar como um alerta, porque vocĆŖ pode esquecer esse tipo de acontecimento, eu acho que isso tambĆ©m Ć© muito importante, deixar isso vivo no sentido do que aconteceu, do que causou tambĆ©m, acho que Ć© algo que sempre estĆ” sendo lembrado, muito bom. Ć DĆ©bora, a gente tambĆ©m tem que lembrar que a indĆŗstria cinematogrĆ”fica americana, o que ela mais produz sĆ£o histórias baseadas em tragĆ©dias que ela romantiza, enfim, pode nĆ£o trazer pessoas verdadeiras, mas o que mais se fala Ć© a questĆ£o de guerras, primeira guerra mundial, segunda guerra mundial, VietnĆ£, enfim, quantas tragĆ©dias, guerras que sĆ£o retratadas pela indĆŗstria americana cinematogrĆ”fica? EntĆ£o Ć© uma tendĆŖncia tambĆ©m que o Brasil tende, com o crescimento do audiovisual, a seguir, a gente segue muita coisa no Brasil, a gente segue muita coisa, entĆ£o vamos aguardar como que vai ser, como vĆ£o ser tratados, mas nĆ£o existe alguma impugnação, existe algo realmente contra a distribuição da sĆ©rie ou nĆ£o? O que a advogada foi publicado tanto no UOL quanto na Folha Ć© que ela buscaria um diĆ”logo com a plataforma, Netflix nĆ£o se manifestou sobre o tema, eu acho que atĆ© um pouco baseado na questĆ£o da DI-4815, da relatoria da caminho indĆŗstria, eles entendem que Ć© um instituto, que nĆ£o houve excesso, entĆ£o eu acredito que nĆ£o haverĆ” realmente a questĆ£o de processo, mas talvez algo social que talvez o Netflix poderia realmente fazer na ajuda da criação de um memorial, e de fato tratar isso como uma alerta para o judiciĆ”rio, que ainda nĆ£o foi julgada a questĆ£o, e atĆ© para cabos de show, boatos e assim, que nĆ£o aconteƧa novamente uma tragĆ©dia dessa. Inclusive, a questĆ£o do julgamento, a Adrita aqui fez um comentĆ”rio aqui e perguntou sobre o fato do processo ainda nĆ£o ter terminado e provavelmente vai ter outro jĆŗri, nĆ£o pode interferir no julgamento? VocĆŖs acham que pode interferir no julgamento? Olha, eu acho que nĆ£o, particularmente eu acho que nĆ£o. Talvez interferir se tiver um novo jĆŗri. Ć, isso que ela estĆ” pontuando, que talvez tenha um novo jĆŗri e se isso nĆ£o influencia. Eu tenho um caso na minha famĆlia, assim, nĆ£o Ć© boate quis, mas que aconteceu um acidente, uma menina bĆŖbada que atropelou o meu primo, que era a teatreta, estava pedalando, e teve toda uma comoção de artistas, porque sĆ£o amigos da famĆlia e tudo mais, e um dos pontos que a rĆ© levantou foi que essa comoção dos artistas influenciava no tribunal do jĆŗri, mas foi a jĆŗri, foi julgado, e ela foi condenada. EntĆ£o, assim, talvez nĆ£o influencie de fato, mas Ć© um argumento que se pode usar de alguma maneira pelos familiares, por quem estĆ” sendo acusado, enfim, de que de alguma maneira influencia no que o jĆŗri vai pensar. Mas eu acho que a decisĆ£o nĆ£o Ć© impugnada, no fim das contas, mesmo que haja um segundo jĆŗri, porque, na verdade, qualquer coisa pode influenciar. As notĆcias, a gente teve noticiĆ”rio, jornal, teve um monte de coisa que pessoas dĆ£o suas opiniƵes. EntĆ£o, o jĆŗri, na verdade, ele estĆ”, atĆ© por isso ele fica isolado durante um tempo antes do julgamento, mas, assim, ao longo da vida as coisas acontecem, informaƧƵes sĆ£o disponibilizadas e o jĆŗri tem acesso. EntĆ£o, talvez influencie, mas nĆ£o influencie na decisĆ£o, eu acho, assim, no fim das contas. Perfeito, JĆŗlia, realmente, tem tudo isso a ser pensado. Ela atĆ© acrescentou aqui pela pressĆ£o popular, porque acaba gerando uma repercussĆ£o maior a sĆ©rie. Eu tambĆ©m nem sabia que era baseada em uma outra obra jĆ” anterior. EntĆ£o, a sĆ©rie, com certeza, vai gerar aquela nova comoção, retratar novamente os fatos, assistir novamente, repensar. EntĆ£o, vai gerar uma repercussĆ£o e, eventualmente, uma pressĆ£o, como ela colocou aqui. Mas a gente tem que pensar e acreditar que, de fato, a lisura do procedimento, do processo criminal, da qualificação do jĆŗri e tudo mais, vai garantir que nĆ£o haja essa interferĆŖncia. Ć DĆ©bora, mas me fez atĆ© lembrar o caso da Flor de Lis, porque a Globo publicou uma sĆ©rie tambĆ©m baseada no assassinato do Maricela, antes do julgamento. E, depois, ela colocou o capĆtulo bĆ“nus trazendo a questĆ£o do resultado do julgamento e, depois, a Flor de Lis tem uma produção agora pela HBO que Ć© ao lado dela. Teve um direito de resposta, entĆ£o. Teve uma produção de resposta. O Gustavo, por outro provedor. Por outro provedor. A Globo Ć© um produto da HBO. Mas Ć© que essa questĆ£o das biografias dessas sĆ©ries, assim, elas sĆ£o complexas, nĆ©? AtĆ©, falando, vocĆŖ falou da questĆ£o do filme da Hitchcock, a gente tem aquelas sĆ©ries americanas, tipo o Dumber, e sempre algum conhecido vai me perguntar se essa pessoa vai receber direitos autorais por essas obras. EntĆ£o, as pessoas nĆ£o entendem muito bem como Ć© que funciona essa cinebiografia. Por isso que, Ć s vezes, gera essa falha na comunicação e esse conflito, nĆ©? Verdade. Muito bom. Vamos aguardar e ver como tudo vai se desenrolar. Enquanto isso, a gente vai estudando e comentando aqui e ponderando. EntĆ£o, vamos seguir para a nossa próxima notĆcia. Vou chamar agora a JĆŗlia para dar seguimento a essa nossa convidada aĆ para fazer o Grafinali. JĆŗlia, o que vocĆŖ traz para a gente hoje? Bom, eu tenho uma notĆcia que, quando vocĆŖ bate o olho, vocĆŖ acha meio estranho, que Ć© que a pirataria estĆ” crescendo exponencialmente nos NFTs. Mas a gente, quando comeƧa a falar de NFT, a primeira coisa que a gente fala Ć© que NFT Ć© inviolĆ”vel, que NFT Ć© super seguro, que estĆ” na blockchain. EntĆ£o, como que pode ter pirataria de NFT? Eu acho que essa Ć© a primeira pergunta. E aĆ, a questĆ£o toda Ć© que, de fato, vamos dar um passo atrĆ”s. NFT sĆ£o os tokens nĆ£o fundĆveis. Eles estĆ£o hospedados numa rede blockchain, que Ć© uma rede que Ć© considerada quase que inviolĆ”vel, porque ela tem toda uma forma de proteção dos dados que estĆ£o ali dentro. EntĆ£o, um bloco se conecta com o outro. Para vocĆŖ violar a rede como um todo, vocĆŖ tem que alterar todos os blocos. E hoje, como a tecnologia estĆ”, na forma que a tecnologia estĆ”, isso Ć© quase que impossĆvel, porque a gente tem uma quantidade de computacional muito grande, muitas pessoas minerando e validando as transaƧƵes. EntĆ£o, Ć© quase que impossĆvel vocĆŖ alterar uma transação na blockchain. Por ser quase impossĆvel vocĆŖ alterar uma transação na blockchain, Ć© muito improvĆ”vel que um NFT, que o token em si, seja falsificado, adulterado, porque ele realmente Ć© Ćŗnico. Por isso que ele Ć© um non-fundible token, porque ele nĆ£o Ć© fungĆvel, ele nĆ£o Ć© intercambiĆ”vel, vocĆŖ nĆ£o consegue trocar um por outro, porque cada um tem um código, um hash especĆfico para ele. Mas, o que a gente estĆ” vendo, e a gente que trabalha com PI precisa ficar muito atento, dentro dos NFTs, existem muitos NFTs que sĆ£o, por exemplo, roupinhas de jogos, ou artefatos que vocĆŖ pode usar num metaverso. E dentro desses NFTs, a gente tem visto muito o uso indebido de marcas de terceiros, de direitos autorais de terceiros, e isso estĆ” crescendo exponencialmente. E por quĆŖ? Porque Ć© um objeto, Ć© uma tecnologia que estĆ” sendo cada vez mais usada, mais difundida. Por outro lado, a gente vĆŖ iniciativas super interessantes, inclusive a UniĆ£o Europeia, junto com o Escritório de Propriedade Industrial da UniĆ£o Europeia, o EWIPO, junto com a UniĆ£o Europeia, estĆ£o criando uma ação para usar NFTs justamente para impedir a pirataria. EntĆ£o, a gente vĆŖ os dois lados. Ao mesmo tempo que a gente tem NFTs que contĆ©m uso indebido de marca, tem um caso famosĆssimo da Meta Birkin, que foi uma bolsa dentro de um jogo desenvolvido com inspiração, digamos assim, na Birkin, da HermĆ©, sem preautorização, usando a marca HermĆ©, e que foi uma violação e que estĆ” sendo discutido. Da mesma forma, a gente vĆŖ, Luiz e Tom, a gente estĆ” vendo vĆ”rias violaƧƵes, tanto de marca quanto de direito autoral. Mas, por outro lado, o NFT pode ser um veĆculo para ajudar justamente no combate Ć pirataria. Hoje mesmo, eu recebi um selo de verificação do meu perfil do Instagram em NFT. E um dos objetivos desse selo Ć© justamente ajudar a economia criativa, ajudar os criadores de conteĆŗdo a mostrar que seus perfis nĆ£o sĆ£o falsos. EntĆ£o, eu passei por todo um processo de verificação, que incluiu reuniĆ£o, call, para verem o meu rosto, para verem que o meu Instagram era o meu Instagram, e eu recebi esse NFT certificado. E isso Ć© o que a UniĆ£o Europeia, junto com a EUIPO, estĆ” fazendo, estĆ” desenvolvendo, que Ć© usar o NFT como uma forma de atestar que o produto Ć© original. Isso ainda estĆ” em desenvolvimento, comeƧou, e pasmem, desde 2017 a ComissĆ£o Europeia da EUIPO vem trabalhando nesse desenvolvimento e espera-se que para os próximos anos, talvez atĆ© o final do ano, a gente tenha, lĆ” vindo da UniĆ£o Europeia, tipo um selo, um NFT que autentique produtos, que certifique que os produtos nĆ£o sĆ£o falsificados e que eles sĆ£o originais. EntĆ£o, o NFT Ć© muito mais do que só uma obra, por exemplo, uma obra de arte num formato digital. Ele pode ser usado para certificar diversas coisas e pode tambĆ©m ser usado para entrar, por exemplo, desbloquear metaversos, deixar ele para metaversos, uma outra forma que a gente tem visto muito para shows. EntĆ£o, vocĆŖ acaba com gambista, por exemplo. VocĆŖ consegue rastrear toda a venda, todo mundo que estĆ” envolvido na venda e na revenda de um ingresso pode receber e vai receber o devido valor que deveria receber, monetĆ”rio, e vocĆŖ consegue terminar ou oficializar o gambista. EntĆ£o, acho que, por um lado, a gente vĆŖ, quando a gente pensa na economia criativa, muita falsificação, sim, muita pirataria, sim, muito produto, muita NFT usando a marca dos outros sem ter autorização para tanto. Mas, por outro lado, a gente vĆŖ que estĆ” crescendo tambĆ©m um movimento de usar o NFT como um certificador de autenticidade. E que Ć© isso que a gente, como advogados e atuantes na Ć”rea de propriedade intelectual, a gente quer ver e a gente vai ver muito mais. EntĆ£o, era isso a minha notĆcia. Muito bom, JĆŗlia. Muito bom saber dessas novidades, saber de tudo isso. Obrigada por trazer todo esse panorama aĆ para a gente sempre, sobre o direito digital, sobre a web, sobre tudo isso. E, realmente, NFT, a gente precisa estar entendendo as suas aplicaƧƵes, toda a sua capacidade de proteção, que vai muito alĆ©m de realmente ser um simples registrador, um identificador, enfim, um validador. EntĆ£o, muito, muito bom. Muito legal. Continue aqui nos trazendo certas notĆcias. Algum comentĆ”rio pessoal sobre os NFTs? Se o governo jĆ” queria tentar, antes da gente passar para o Gustavo. Ć DĆ©bora, nĆ£o, só, a gente achava que no mundo real, olha, a pirataria sempre dĆ” um jeito. Agora, o NFT, tĆ£o seguro, blockchain, vĆ”rias chaves. NĆ£o, imagina, nĆ£o vai ter pirataria. Mas, nĆ£o, a falsificação tambĆ©m estĆ” ali. EntĆ£o, a criatividade humana para o bem e para o mal, nĆ©, gente, sempre estĆ” ali presente. Exatamente. NĆ£o tem nada que seja 100% seguro. Eles sempre alcanƧam, nĆ©, parece que quanto mais as coisas, sempre hĆ” essa, Ć© realmente uma luta mesmo, nĆ©, ali, sempre alcanƧando e superando e conseguindo, infelizmente, nĆ©, utilizar para o negativo, mas, acho que tudo seguindo como estĆ”, a gente vai conseguir achar as melhores soluƧƵes para garantir, para ter o melhor uso. Muito bom. EntĆ£o, vamos lĆ”, Gustavo. Estou curiosa para a sua notĆcia. O que vocĆŖ traz para a gente? EntĆ£o, vamos lĆ”. A minha, como eu costumo chamar, geralmente Ć© papo de maluco, nĆ©, e a minha notĆcia Ć© uma provocação do Daily Mail, lĆ” do Reino Unido, sobre a possibilidade da Kate Moss retornar Ć s passarelas, nĆ©. A Kate Moss nĆ£o desfila mais, mas tem a possibilidade dela voltar como um avatar. EntĆ£o, a indĆŗstria da moda, ela comeƧa a olhar a possibilidade de usar os avatares nos desfiles em si, nĆ©. Os avatares deles agora nĆ£o sĆ£o mais uma novidade, a gente tem tanto no metaverso vĆ”rios eventos que acontecem ali, os shows mesmo que jĆ” foram mencionados aqui com avatares, mas aqui a gente pensa em avatares hiperrealistas, nĆ©, aqueles que seriam projetados, de fato, numa passarela para dar aquela sensação de que as pessoas estĆ£o vendo aquela Kate Moss com 19 anos, como eles falam na matĆ©ria, desfilando novamente com coleƧƵes desse ano. Ć, isso tudo Ć© possĆvel. Quase que um holograma. Exatamente. Quase que um holograma. Quase que um holograma. A gente jĆ” tem hoje a possibilidade de fazer essas projeƧƵes tridimensionais, muito desse empenho da indĆŗstria da moda vem agora daquela turnĆŖ que o ABBA lanƧou ano passado, nĆ©, eles fizeram uma turnĆŖ 100% hologrĆ”fica, inclusive a Dolce & Gabbana assina o figurino dessa apresentação, entĆ£o nĆ£o Ć© algo que eles nĆ£o estejam familiarizados, nĆ©, eles estĆ£o vendo a possibilidade de fazer um investimento nisso para conseguir nĆ£o só trazer modelos que vejam venecidas para a passarela, mas tambĆ©m trazer artistas do passado para desfilar com roupas atuais. EntĆ£o estamos pensando que Marilyn Monroe, AndrĆ© Hepburn, esses Ćcones femininos de volta, agora elas nunca, eu acho que nĆ£o sei se elas jĆ” querem desfilar alguma vez, mas que agora vĆ£o poder desfilar na passarela com roupas atuais. EntĆ£o esse Ć© um novo capĆtulo numa indĆŗstria que vem crescendo, que Ć© dessa de recriação e ressurreição digital. Ela jĆ” estĆ” muito consolidada no cinema e nos palcos principalmente, com turnĆŖs nĆ£o só do ABBA, mas turnĆŖs como do Frank Zappa, do Roy Orbison, tinha atĆ© no passado uma da Whitney Houston que era fixa em Las Vegas. EntĆ£o nós estamos trazendo um novo modelo de negócio que permite nĆ£o só vocĆŖ fazer uma manutenção daquela reputação daqueles artistas que jĆ” morreram, mas tambĆ©m garantir que aqueles artistas, modelos e assim se quiser, ainda estĆ£o vivos, mas que nĆ£o tĆŖm mais condição de trabalhar, de excursionar, tenham um plano de apoio. EntĆ£o vocĆŖ consegue ali, eu nĆ£o posso mais desfilar, mas eu posso pĆ“r meu avatar novinho ali passando e eu recebo por isso. A gente teve o caso agora do final do ano passado, o James Earl Jones cedeu os direitos para usar a voz dele para continuar tendo Darth Vader aĆ por 200 anos, ainda morrer e vai continuar saindo filmes Ć torta direita, porque eles podem fazer com a voz deles. Teve um caso tambĆ©m do Bruce Willis, que teria licenciado a cara dele para uma empresa de deepfake, depois ele negou, mas sĆ£o possibilidades que comeƧam a surgir, nĆ£o só para quem jĆ” morreu, mas tambĆ©m para quem estĆ” vivo, que Ć© um seguro ou uma forma de manutenção para os seus desejos de receita. EntĆ£o Ć© bem interessante... Gustavo, quando vocĆŖ fala, vocĆŖ trouxe essa questĆ£o dos negócios jurĆdicos, penso aqui, faƧo um exercĆcio, que esses negócios, quando feitos, e que de fato estĆ£o sendo feitos, tenho curiosidade de conhecer o conteĆŗdo do documento, de que forma Ć© que Ć© disposta. Como a legislação americana, estadunidense, trata o tema, aĆ Ć© meu desconhecimento mesmo da questĆ£o dos direitos da personalidade. Sei que lĆ” deve ser um pouco mais liberal do que aqui no Brasil. E aĆ penso aqui na questĆ£o, no Brasil, que a gente comeƧa tambĆ©m ao uso dessa tecnologia e fazer negócios jurĆdicos, quais sĆ£o os limites da validade de uma sessĆ£o, hĆ” de eterno, para a participação de voz? Imagine o Luiz Gonzaga, que vamos eternizar a voz, fazer novos shots com o Luiz Gonzaga. A questĆ£o da personalidade, se aquilo faz parte do repertório ou nĆ£o, tem uma parte muito sensĆvel. E aĆ penso eu, como advogada, na questĆ£o dos limites da validade, quando o cliente fala, estou comprando e quero tudo, quero poder fazer tudo. SerĆ” que vai poder mesmo, Luiz? Pois Ć©. Esse Ć© um ponto que eu trato no livro que escrevi sobre o tema, que foi minha dissertação de mestrado. EntĆ£o, para o americano, Ć© muito fĆ”cil. Por mais que eles nĆ£o tenham o direito de personalidade como a gente tem, as pessoas famosas e sócias famosas tĆŖm o direito Ć publicidade. EntĆ£o ela pode licenciar a imagem e a voz, ela pode atĆ© vender, Ć© um bem transmissĆvel. EntĆ£o o Bruce Willis pode, de fato, ir lĆ” e vender a aparĆŖncia dele para uma empresa estourar. Ele nĆ£o tem problema nenhum. Isso Ć© perfeitamente regulado, faz muitos anos lĆ”. Claro que nĆ£o nesse nĆvel de transmissĆ£o, mas Ć© algo que jĆ” estĆ” classificado. Aqui, realmente, a dĆŗvida para mim que fica Ć© essa da validade. Porque a gente estĆ” falando dos direitos de personalidade. A aparĆŖncia, eu entendo, que nĆ£o faz parte do negado que a pessoa deixa de obra. A famĆlia atua como um guardiĆ£o daquela coisa que foi construĆda, da memória. Se a gente fala que ela pode simplesmente sair licenciando e vendendo isso, a gente estĆ” transferindo um direito inalienĆ”vel para um terceiro para ele poder explorar economicamente. EntĆ£o eu acho que no Brasil isso Ć© muito complicado. Se a gente pega, por exemplo, a Inglaterra, que tambĆ©m tem um sistema de copyright, ela tem uma outra visĆ£o jĆ”. LĆ”, vocĆŖ só pode reclamar alguma coisa se a sua imagem Ć© utilizada com finalidade comercial. Se vocĆŖ tem anĆŗncios atualmente pela cidade usando a sua imagem, aĆ vocĆŖ pode reclamar de uma reprodução. Se nĆ£o, nĆ£o. Isso Ć© muito louco. VocĆŖ pensar que só tem valor. E ainda vocĆŖ usa, para fazer essa reclamação, um instituto que era basicamente marcĆ”rio, que era o passing off, que Ć© se passar por. Que era justamente vocĆŖ desviar a boa vontade da clientela. EntĆ£o vocĆŖ teria que justamente comprovar que nĆ£o só vocĆŖ tem o uso comercial da sua imagem atualmente lĆ”, como vocĆŖ tem que comprovar o dano e o desvio daquela boa vontade. EntĆ£o lĆ” Ć© praticamente impossĆvel. Por isso que vocĆŖ tem lĆ” alguns programas jĆ” usando deepfakes, a torta direita, porque nĆ£o tem tanto problema. Mas aqui, como a gente trata com uma expressĆ£o muito maior essas questƵes de imagem, Ć© um desafio de cantar. E Ć© uma coisa que jĆ” estĆ” acontecendo. No comeƧo do ano, foi anunciado que a empresa que administra o legado do PelĆ© vai fazer um avatar dele para a interação com os fĆ£s e campanhas em redes sociais. EntĆ£o a gente vai ter um avatar imperialista do PelĆ© ainda em atividade nas redes. EntĆ£o como Ć© que a gente vai lidar com isso? Esses sĆ£o os grandes desafios. Mas eu acho interessante justamente a indĆŗstria da moda chegar perto. Porque aĆ vocĆŖ pode fazer desfiles inteiros virtuais. VocĆŖ nĆ£o tem modelos. Claro que a gente traz aquela discussĆ£o do mercado. JĆ” teve com os atores. Poxa, mas aĆ vai ficar usando rosto de artista e tal. E os novos, como Ć© que vai se desenvolver? Mas aĆ Ć© o mercado que vai lidar. Pegando o gancho que vocĆŖ falou do PelĆ©, eu lembrei tambĆ©m que eu vi essa notĆcia. A Daniela Faro estĆ” comentando aqui. Jogadores que precisam se aposentar e podem continuar jogando em games. EntĆ£o, quer dizer, jogador ele traz consigo ali toda uma carreira, todo o legado dele, de carreira mesmo. Do que ele representou para o futebol. Imagina um PelĆ© jogando em um game. Muita coisa que representa que vocĆŖ precisa transportar para o mundo virtual. Essa questĆ£o dos jogadores tambĆ©m Ć© bem interessante. VocĆŖ tem alguma coisa para complementar em relação a isso? De casos dos jogadores em games? Os jogadores em games, eu acho que eles acabam entrando na mesma categoria. Imagina vocĆŖ poder licenciar jogadores de toda a história. VocĆŖ fazer um FIFA, sei lĆ”, FIFA Afterlight, que vocĆŖ tem todas as seleƧƵes, tudo quanto Ć© jogador. E vocĆŖ pode jogar com todos eles e trazer todas essas memórias. VocĆŖ poder brincar mesmo. Pegar isso e levar para sua caixinha de areia e brincar. Ah, eu queria que minha seleção tivesse fulano, fulano. Pessoas que viveram em Ć©pocas diferentes. Que jogaram em times muito diferentes. VocĆŖ traz essa liberdade para a pessoa poder criar, ao mesmo tempo em que nĆ£o tiver ali uma constĆ¢ncia nesse legado. Porque Ć© muito difĆcil vocĆŖ ter personalidades que tĆŖm essa constĆ¢ncia. Muitas vezes a pessoa Ć© famosa, aĆ ela morre, tem um boom no consumo do que ela fez, mas que o tempo passa. Principalmente para mĆŗsicos. Quando ele morre, vende a disco, vai lĆ” para a estratosfera, vende para tudo quanto Ć© lado, mas depois ele estaciona. E o catĆ”logo dele entra em uma posição passiva. EntĆ£o se toca na rĆ”dio, se alguĆ©m pƵe um filme, se alguĆ©m faz isso ou aquilo, vocĆŖ tem alguma coisa. Agora, com as turneiras hologrĆ”ficas, vocĆŖ consegue pegar esse catĆ”logo passivo e colocar no ativo. VocĆŖ pƵe ele para correr o mundo. Holograma nĆ£o cansa. Holograma tem uma estrutura bem mais barata. Tem um custo alto para desenvolver, na casa dos milhƵes. Mas uma vez que estĆ” pronto, vocĆŖ pode explorar isso o quanto vocĆŖ quiser, quantos dias vocĆŖ quiser, pelo tempo que vocĆŖ quiser. EntĆ£o, Ć© legal, Ć© a palavra. NĆ£o Ć© novo, nĆ©? Se a gente pegar o Lollapalooza, nĆ£o sei de que ano, mas no Lollapalooza, bem antigo, hĆ” mais de 10 anos atrĆ”s, a gente jĆ” viu o show do Tupac com o Snoop Dogg em formato de holograma e a tecnologia nem estava tĆ£o avanƧada. Imagina o que a gente nĆ£o consegue fazer hoje em dia ou daqui 5 anos. Vai ser realmente um boom. E aĆ, só para botar uma Ćŗltima pimenta nesse assunto de avatares, tem uma pesquisa que eu nĆ£o tenho certeza se Ć© da Forbes ou da Nielsen, nada a ver uma coisa com a outra, mas Ć© uma das duas, que as publicidades feitas por avatares tĆŖm 70% mais de engajamento do que as publicidades feitas pelos próprios influenciadores, criadores de conteĆŗdo. EntĆ£o, avatar, de fato, vai ser muito explorado. Seja na própria rede social, seja como uma dancinha na rede vizinha, porque a gente jĆ” estĆ” vendo, tem uma empresa de danƧa, Fit Dance, Tight Dance, alguma coisa de danƧa, que jĆ” criaram os avatares que danƧam. Ou seja, a gente vai ver isso realmente se expandindo de uma forma, porque engaja mais tambĆ©m, estĆ” engajando mais. E isso Ć© uma coisa que eu fiquei espantada. Nossa, avatar engaja mais do que a própria pessoa. Se vocĆŖ comparar o post do avatar com o post da própria personalidade, o do avatar estĆ” engajando 70% a mais. Ć muita coisa. Soa atĆ© meio estranho para a gente, mas Ć© a evolução. Eu acho que Ć© isso. A gente tem que entender como evoluir junto. A Paula Menezes estĆ” aqui com a gente tambĆ©m. Bem-vinda, Paula. Ela comentou aqui, o avatar vai fazer o que a própria pessoa nĆ£o fazia, que no caso, ou seria fazia, acho que seria fazia, porque o avatar, ele vai, geralmente ele traz, ele representa exatamente aquela personalidade. Eu acho que nĆ£o, acho que ela quer dizer que nĆ£o fazia. Que nĆ£o fazia? Eu acho que vocĆŖ pode explorar um outro mundo, nĆ©, Gustavo? Ah, entendi. Ele vai alĆ©m do que, no caso, o jogador, por exemplo. Ele vai alĆ©m, ele pode alcanƧar outros... Eu pensei aqui no sentido de representar a pessoa fielmente, nĆ©? O avatar precisa representar a pessoa fielmente. A gente pode entrar na indĆŗstria da moda? Todo mundo vai poder entrar na indĆŗstria da moda. VocĆŖ vai poder fazer um avatar seu e colocar lĆ”. Eu acho assim, o avatar nĆ£o Ć© legal? Ć, o avatar eu acho que ele Ć© legal porque a questĆ£o da holografia, ela tira de vocĆŖ as limitaƧƵes fĆsicas. EntĆ£o, vamos supor que vocĆŖ vĆ” fazer um show, eu sei lĆ”, da Anitta. VocĆŖ faz um show da Anitta, beleza, ela tĆ” lĆ”, ela tem uma limitação de que ela precisa estar naquele lugar fisicamente. O holograma dela nĆ£o. O holograma dela pode levar o show dela para cidades menores ao redor do paĆs que nĆ£o tem condiƧƵes de acar com um show grande. Ela pode pegar o próprio show dela e numa hora que, em vez que ela vai descansar, tomar uma Ć”gua, alguma coisa, pode ter um holograma dela em escala gigantesca fazendo uma apresentação. VocĆŖ tira a limitação do fĆsico, do trabalho. VocĆŖ pode explorar novas possibilidades, novas coisas para vocĆŖ fazer e incrementar ainda mais o entretenimento. EntĆ£o, eu acho que essa tecnologia, apesar de a gente ter que tomar muito cuidado, o que a gente vĆŖ com os deepfakes por aĆ, com a proliferação de notĆcias falsas, com os uniformes e tudo mais, ainda assim eu acho que Ć© uma tecnologia que, para o entretenimento, pode trazer muita coisa legal. Tem casos de museu na Flórida que vocĆŖ pode conversar com o Salvador DalĆ. O Museu do Salvador DalĆ tem um top que vocĆŖ pode conversar com uma inteligĆŖncia artificial baseada no Salvador DalĆ. Ele pode se explicar das obras, ele pode falar com vocĆŖ das notĆcias do dia, tudo bem. EntĆ£o, esse tipo de interação, eu acho que ela vai tanto trazer mais pessoas perto dessa cultura, acho que principalmente crianƧas podem ficar maravilhadas com esse tipo de interação, quanto tambĆ©m trazer o filme que vai ter com o James Dean. AtĆ© para sair o filme do James Dean, ele foi denunciado uns dois anos atrĆ”s, um filme sobre a Guerra do VietnĆ£. Com certeza era um filme que ninguĆ©m ia dar mĆnimo para ele se fosse um elemento normal. Mas quando falaram que ia ter a recriação do James Dean, o filme explodiu no Twitter, nas notĆcias e nas menƧƵes. EntĆ£o, ainda traz mais evidĆŖncia dos projetos. EntĆ£o, eu acho que a gente vai ver muito disso por aĆ, acho que só estĆ” comeƧando. Sensacional, Gustavo, muito legal. EntĆ£o, traz novas possibilidades, alĆ©m daquilo que realmente fisicamente se espera de uma personalidade, de um artista, de um jogador. Acho que essa Ć© a grande atração do Avatar. Ao mesmo tempo que vocĆŖ praticamente estĆ” interagindo com aquela personalidade. EntĆ£o, respeitados os direitos da personalidade, a natureza aqui do Brasil, vamos ter que lidar com isso tambĆ©m. Com a natureza desses direitos aqui, que Ć© diferente da natureza, da forma como outros paĆses tratam esses direitos da personalidade. Respeitados, entĆ£o, esses direitos. Respeitados os direitos, acho que aqui realmente Ć© um caminho que a gente vai se deparar muito. E Ć© muito legal porque fica muito interativo. Esses exemplos que vocĆŖ trouxe, isso tudo traz uma interação, uma possibilidade de interação que nunca se pensava antes. EntĆ£o, acho que a gente pode pensar. EntĆ£o, de repente, nós transformamos os avatares em modelos de passarela. Quem sabe? Tudo Ć© possĆvel. Nossos avatares podem tudo. Muito bom. Bom, gente, muito bom o Epico Offtop de hoje. Que papo legal. Muitas notĆcias muito interessantes aqui para a gente se atualizar. Obrigada pela presenƧa de todos e todas que estĆ£o aqui com a gente. Obrigada, Liliane, JĆŗlia e Gustavo. Um grande abraƧo e atĆ© a próxima semana. Estou aproveitando aqui para fazer uma propaganda. Quem gostou da história de ressurreição digital, dessas recriaƧƵes de avatares, eu vou fazer um webinar no final do mĆŖs onde eu vou falar tudo o que eu aprendi nesses trĆŖs anos pesquisando o tema. Eu pesquiso ele desde 2017. A gente vai falar nĆ£o só de ressurreição, mas tambĆ©m dessas recriaƧƵes de pessoas vivas. E quem acompanha aqui o Epico Offtop, pode ir lĆ” e colocar o código IPCT10 e aĆ pega 10% de desconto no curso. Vamos deixar o link, entĆ£o? NĆ£o desconto. Vamos mandar. Pode pegar tanto a inscrição simples para assistir quanto tambĆ©m a inscrição com o livro que eu mando ele autografado para a sua casa. Nossa, eu jĆ” vou. Eu jĆ” quero. E a JĆŗlia vai falar bastante sobre isso. Vou deixar o link, entĆ£o, na descrição do vĆdeo quando a gente postar aqui no perfil. Depois a gente tambĆ©m pode divulgar mais, nĆ©, Liliane? Com certeza. Fazer um post. Coloca para a gente tambĆ©m aqui, Gustavo, depois que o vĆdeo subir, o link com o código. Isso, coloco sim. Com o código de desconto. Com o código de desconto. Pode deixar aqui. Muito bom, Gustavo. Obrigada. E segue a gente lĆ” no seminĆ”rio com certeza. Muito obrigado. EntĆ£o agora... Tchau, tchau, gente. Tchau, gente. AtĆ© semana que vem. Tchau, tchau. AtĆ© semana que vem. Tchau, tchau.
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