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Listen to SONORAS JUAREZ by Livia Maria Campesato Borgia MP3 song. SONORAS JUAREZ song from Livia Maria Campesato Borgia is available on Audio.com. The duration of song is 04:25. This high-quality MP3 track has 653.542 kbps bitrate and was uploaded on 13 Jun 2024. Stream and download SONORAS JUAREZ by Livia Maria Campesato Borgia for free on Audio.com ā your ultimate destination for MP3 music.










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The middle class is a revolutionary invention of the 20th century. It has access to public policies, job markets, education, and territory. However, it replicates the prejudice of the elite and neglects the vulnerable. This middle class prioritizes privilege over rights and segregates other groups. The media in Brazil was created to inform the ignorant masses according to the elite's opinions. Communication is used to persuade and shape rebellious social groups. The constitution prohibits media monopolies, but this is often challenged. A classe mĆ©dia Ć© uma invenção revolucionĆ”ria do sĆ©culo XX, a grande revolução econĆ“mica do sĆ©culo XX. NĆ£o existia classe mĆ©dia no sĆ©culo XIX. E ela acaba sendo a classe do privilĆ©gio, do acesso Ć s polĆticas pĆŗblicas, ao mercado de trabalho, Ć educação, ao espaƧo do território, a formar polĆticas pĆŗblicas que vĆ£o ao encontro do seu interesse. E a quarta consequĆŖncia disso Ć© que vocĆŖ criou uma classe mĆ©dia que replica, junto aos segmentos mais vulnerĆ”veis da sociedade, todo o preconceito da elite, todo o preconceito da burguesia. Ć uma classe mĆ©dia que abandonou os mais pobres Ć sua condição de vulnerabilidade. Por exemplo, Ć© uma classe mĆ©dia que, por estar pautada no privilĆ©gio, que diz isso ao professor Milton Santos, dizia isso, Ć© uma classe social que nĆ£o quer direitos, quer privilĆ©gios, constrói todo o seu, entre aspas, direito, segregando outros grupos. EntĆ£o essa mulher da classe mĆ©dia que sai para trabalhar Ć© aquela que tem babaca para cuidar de seus filhos, por isso nĆ£o luta pela creche pĆŗblica, Ć© aquela que tem uma empregada que paga um salĆ”rio muito baixo, por isso nĆ£o luta pelos direitos dos empregados domĆ©sticos, Ć© aquela que humilha as pessoas que trabalham ao seu redor com salĆ”rios indignos, com assĆ©dio, com desrespeito. EntĆ£o vocĆŖ cria uma classe mĆ©dia que vai construindo os seus direitos, entre aspas, na negação dos direitos dos outros setores. O GetĆŗlio e o Django eram latifundiĆ”rios, eles nĆ£o tinham nenhum interesse numa revolução popular, vocĆŖ pega a proposta do GetĆŗlio e Django sĆ£o bastante conservadores, eles nĆ£o iam dar um tiro no pĆ©, mas mexiam em aspectos importantes. O Django tinha as reformas, eram vĆ”rias reformas, reforma econĆ“mica, reforma tributĆ”ria, reforma na educação, reforma no espaƧo urbano, isso provocaria de fato uma mudanƧa nessa concentração brutal que se teve de capital, de cultura, de aspectos simbólicos na polĆtica, provocaria uma grande mudanƧa de sentido. Primeiro que interessava, interessava o regime, o Brasil foi muito grande, atĆ© os anos 60 o Brasil tinha Ć”reas totalmente desconhecidas do território, a AmazĆ“nia, por exemplo, era um grande território desconhecido, e vocĆŖ precisava de um sistema de comunicação que tivesse antes o nacional. TambĆ©m a primeira emissora, a primeira transição da Globo de forma de porte muito importante foi com o Jornal Nacional, que surge logo depois do AI-5. EntĆ£o vocĆŖ precisa de um sistema de comunicação que dava unidade ao Brasil, do ponto de vista da informação, jĆ” que o Estado nĆ£o tinha condiƧƵes de fazer isso por vĆ”rias razƵes. Mas nĆ£o Ć© o mais importante. Na minha opiniĆ£o, esse Ć© um processo longo, que se dĆ” a partir do quĆŖ? Da escolha da fonte. Esse que Ć© o problema. Quando vocĆŖ escolhe fonte jornalĆstica que vai construir narrativa. Por exemplo, durante um determinado momento, a Ćŗnica pessoa do governo que fala de economia Ć© o Delfim Neto. Todos os economistas contrĆ”rios Ć quela polĆtica eram omitidos do noticiĆ”rio. EntĆ£o o Delfim com o milagre econĆ“mico, o milagre econĆ“mico, o milagre econĆ“mico, o Brasil cresceu em mĆ©dia 11%, nĆ£o sei o quĆŖ, tal, tal. EntĆ£o esse tipo de problema vai criando uma narrativa falaciosa ao longo do tempo. A comunicação nasce no Brasil nĆ£o como sendo uma perspectiva de universalizar direitos. A comunicação nasce no Brasil em 1808 para informar a opiniĆ£o da elite para a massa ignara, para a massa ignorante. E nĆ£o mudou muito desde entĆ£o. Por isso que nós temos uma caracterĆstica no Brasil de que a comunicação tem um papel de persuasĆ£o dos grupos sociais rebelados contra o sistema para poder moldĆ”-los ao seu comportamento. Por exemplo, foi se construindo no Brasil uma ação antiroligopólio. O que significa isso? Uma mesma empresa nĆ£o pode ter vĆ”rias santificaƧƵes e vĆ”rios espaƧos. EntĆ£o, teoricamente, pela constituição brasileira vocĆŖ nĆ£o pode ter uma rede nacional de televisĆ£o, de rĆ”dio, de jornal. VocĆŖ nĆ£o pode. Existem limites para esse capĆtulo especĆfico de comunicação social. A constituição que impede isso. EntĆ£o qualquer tipo de impedimento a oligopólio tem esse enfrentamento.
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