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Listen to 1. Podcast (Ciltec.online UFMG) by Willian MP3 song. 1. Podcast (Ciltec.online UFMG) song from Willian is available on Audio.com. The duration of song is 30:57. This high-quality MP3 track has 256 kbps bitrate and was uploaded on 11 Nov 2023. Stream and download 1. Podcast (Ciltec.online UFMG) by Willian for free on Audio.com – your ultimate destination for MP3 music.










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The speaker, Professor Carlos Alexandre Oliveira, discusses the importance of integrating technology and digital literacy into education. He believes that schools should aim to create a more open and connected learning environment, where students' real-world experiences are valued and incorporated into the classroom. He emphasizes the need for teachers to act as facilitators of knowledge and to foster a collaborative learning environment. The speaker also highlights the significance of technology in education, noting that it can enhance the learning experience and prepare students for the digital world. He encourages teachers to embrace innovative teaching methodologies and to explore the potential of digital technologies in the classroom. Overall, the speaker emphasizes the importance of adapting education to meet the needs of today's learners and to prepare them for the future. OlĂ¡ pessoal, sou o professor Carlos Alexandre Oliveira, sou pesquisador das Ă¡reas de linguagem e tecnologia, educaĂ§Ă£o e tecnologia conectadas Ă cultura escrita digital. AlĂ©m disso, venho desenvolvendo no campo acadĂªmico e na rede pĂºblica de ensino alguns trabalhos em prol da formaĂ§Ă£o inicial e continuada de professores da educaĂ§Ă£o bĂ¡sica para os usos das tecnologias de linguagem, formaĂ§Ă£o e comunicaĂ§Ă£o em sala de aula. É um pouquinho do que eu venho fazendo na minha vida como professor, pesquisador e curioso. Mas o que eu quero propor neste podcast sĂ£o apenas reflexões para que possamos pensar e conversar um pouquinho sobre a escola, os alunos, os professores e as metodologias de ensino que estĂ£o sendo desenvolvidas em sala de aula. Nada sobre os modelos acadĂªmicos hoje, ok? Quando pensei em derrubar os muros da escola, pensei que poderia ser real mesmo. Isso Ă© algo que eu jĂ¡ venho refletindo desde a minha Ă©poca como professor de educaĂ§Ă£o bĂ¡sica. Ou seja, talvez se conseguimos construir uma nova escola conectada, aberta, sem muros e sem grades e que tambĂ©m teja uma escola multicultural, em que pudĂ©ssemos realmente trazer o mundo dos alunos fora da escola para dentro da escola, assim poderĂamos dialogar com a vivĂªncia deles nas prĂ¡ticas de sala de aula para o processo de aprender e ensinar. E talvez eu nĂ£o pensaria mais em derrubar os muros da escola. Mas vejo que isso nĂ£o seria tĂ£o fĂ¡cil. Acredito que nĂ£o. O que vocĂªs acham? Conexões entre os alunos, professores, escola, elas nĂ£o se resumem apenas em inserir recursos tecnolĂ³gicos inovadores para melhorar as prĂ¡ticas de sala de aula, nĂ£o Ă© mesmo? Vejo que Ă© importante que o professor assuma um papel de mediador do conhecimento e que tenha o aluno como seu aliado, de forma que os dois possam aprender e ensinar juntos os saberes da escola e os saberes da vida. O que eu penso Ă© que tudo isso poderĂ¡ ser uma grande mudança na educaĂ§Ă£o nos dias de hoje. Mas tambĂ©m sei que nĂ£o Ă© fĂ¡cil. Mas tambĂ©m vejo que Ă© importante que todos os interessados pela melhoria da educaĂ§Ă£o acreditem e se permitem acreditar que Ă© possĂvel mudar o cenĂ¡rio atual que nĂ³s estamos vivendo hoje pensando na educaĂ§Ă£o. Sabemos que isso nĂ£o Ă© fĂ¡cil, claro, mas tambĂ©m nĂ£o Ă© impossĂvel. Acredito que vocĂªs tambĂ©m pensam sobre isso. TambĂ©m vejo que nĂ³s podemos observar que tudo que Ă© ensinado por meio do mĂ©todo educacional ultrapassado, tradicional e que ainda estĂ¡ presente nas escolas, nas salas de aula, nĂ£o tem sido nomeado como uma tecnologia de ensino. AĂ eu pergunto para vocĂªs, por que serĂ¡? Falta olhar mais para a escola considerada como a maior, a mais importante agĂªncia de formaĂ§Ă£o? A infraestrutura dessa escola, ela Ă© adequada para comportar e receber esses alunos? O nĂºmero de alunos em sala de aula Ă© permitido para uma prĂ¡tica de ensino e aprendizagem eficaz? NĂ³s precisamos pensar muito sobre isso. E os alunos? Quem sĂ£o eles? De onde esses alunos vĂªm? Damos voz a eles ou silenciamos? SerĂ¡ que jĂ¡ paramos para pensar sobre essas indagações? Principalmente no que diz respeito aos alunos, porque eles nĂ£o aprendem somente quando Ă© exigido algum conteĂºdo para avaliaĂ§Ă£o, uma avaliaĂ§Ă£o nĂ£o processual. Naturalmente Ă© preciso aguçar a curiosidade desses alunos. Portanto, eles tĂªm sede de saber. E essa sede de saber, muitas vezes, estĂ¡ ausente em sala de aula. Eu acredito, e com a experiĂªncia que eu tenho, principalmente trabalhando com alunos de educaĂ§Ă£o bĂ¡sica, trabalhando com professores, com formaĂ§Ă£o de professores, que hĂ¡ uma necessidade de trazer para o espaço escolar a vivĂªncia dos alunos em relaĂ§Ă£o ao mundo das coisas. A realidade deles precisa ser trabalhada em sala de aula e extrair dessa realidade o que Ă© positivo e negativo para a prĂ¡tica de ensino e aprendizagem. A partir daĂ, haverĂ¡ um processo de despertar nesses alunos uma olhar crĂtico sobre o mundo paralelo no qual vivem. Mas para isso, tambĂ©m o professor precisa fazer um diagnĂ³stico de seus alunos. E a partir desse diagnĂ³stico, chamar a atenĂ§Ă£o deles para suas necessidades cotidianas. É preciso conectar o que se aprende na escola com o que se vive fora dela. AtĂ© mesmo para que esses alunos consigam ver sentido no que estĂ¡ acontecendo, a partir das ações propostas por esses professores. E pensando nos professores, eles precisam de investimento, eles necessitam de investimento. Tanto em uma formaĂ§Ă£o inicial, que Ă© algo que jĂ¡ deveria ter acontecido lĂ¡ nas suas agĂªncias de formaĂ§Ă£o, e tambĂ©m em uma formaĂ§Ă£o continuada, para que isso possa contribuir com o planejamento da escola. E alĂ©m disso, desenvolver as prĂ¡ticas de sala de aula em constante diĂ¡logo com os saberes contemporĂ¢neos. AĂ que vamos conseguir pensar nessas metodologias de ensino inovadoras, de forma eficaz para um processo de ensino e aprendizagem que esteja realmente trabalhado conscientemente com os saberes fora da escola, os saberes da vida desses alunos. Mas eu vejo tambĂ©m que Ă© importante que eles votam os professores, principalmente no sentido de saber o que eles pensam sobre a escola. Sobre a educaĂ§Ă£o, sobre os alunos, sobre as metodologias inovadoras de ensino e tambĂ©m sobre a profissĂ£o docente. O que eu falo nisso? Porque muitos jĂ¡ estĂ£o desmotivados, e eles nĂ£o consideram mais isso. AlĂ©m de perceber que estĂ£o perdidos fora do cenĂ¡rio educacional atual, o que estĂ¡ fazendo com que muitos desistam ou atĂ© mesmo pensem em outras profissões. E isso Ă© algo muito sĂ©rio quando se pensa na formaĂ§Ă£o de professores, quando se pensa na audiĂªncia desses professores em sala de aula. Agora, eu poderia ter vindo aqui conversar com vocĂªs sobre gamificaĂ§Ă£o, sala de aula invertida, o ensino hĂbrido, o ensino baseado em projetos, outras metodologias de entretenimento inovadoras que precisam ser pensadas para proporcionar aos alunos uma emancipaĂ§Ă£o no processo de aprendizagem. E por meio disso, pensar nos recursos que estĂ£o oferecendo por essas metodologias e que o aprendizado possa ocorrer de forma autĂ´noma. É o que se propõe as famosas metodologias ativas que estĂ£o sendo tĂ£o discutidas atualmente. E que jĂ¡ eram utilizadas antes com outro olhar reflexivo, um outro olhar mais crĂtico e de uma outra maneira. Mas o que eu quero colocar em pauta a partir de agora Ă© falar um pouquinho das tecnologias digitais que podem ter passado por todas essas metodologias para aprender e ensinar. E que tambĂ©m elas estĂ£o presentes fora do cenĂ¡rio educacional para produzir conhecimento. E isso chama muito a atenĂ§Ă£o, porque o que esses alunos estĂ£o fazendo fora da escola que interessa a eles, que desperta nele a vontade de levar essas tecnologias para dentro da sala de aula. Agora, quando a gente pensa nessas metodologias inovadoras de ensino, os documentos que norteiam a educaĂ§Ă£o, jĂ¡ haviam falando da inserĂ§Ă£o dessas tecnologias como os PCNs, a BMCC, e tambĂ©m a gente conseguiu ver que estĂ£o oferecendo vĂ¡rias formações empreendedoras para professores. Isso estĂ¡ bombando aĂ nas mĂdias sociais, nas mĂdias digitais, com o propĂ³sito de formar e capacitar professores. Mas o meu objetivo aqui neste podcast Ă© refletir com vocĂªs sobre as tecnologias digitais de informaĂ§Ă£o e comunicaĂ§Ă£o nas prĂ¡ticas de sala de aula. E a contribuiĂ§Ă£o que elas vĂ£o ter para e com a formaĂ§Ă£o cidadĂ£ desses alunos no dia a dia fora da escola. Por que isso? Porque quando pensamos nas transformações da sociedade moderna, se faz necessĂ¡rio pensar no uso consciente e Ă©tico dessas tecnologias, como recurso pedagĂ³gico em sala de aula e na vida tambĂ©m. Essas tecnologias causaram um grande impacto sobre a educaĂ§Ă£o nos dias atuais. Elas despertaram diferentes formas de aprendizado e disseminaĂ§Ă£o do conhecimento, sem falar nas novas relatĂ³rias entre professor e aluno. E como nĂ£o pensar nas tecnologias na escola? Como nĂ£o refletir sobre o uso dessas tecnologias na escola? Eu vejo que Ă© fundamental que nos apossemos desses recursos tecnolĂ³gicos, sim, para o processo de ensino e aprendizagem inovador, criativo, colaborador, cooperativo, autoral, autĂ´nomo e atĂ© mesmo empreendedor. Vejo tambĂ©m que tudo isso pode contribuir para tornar o cidadĂ£o apto a fazer uso dessas tecnologias para gerar benefĂcio e comodidade para usufruir da cultura digital de seu tempo. Mas para isso, a gente precisa refletir muito e pensar qual tem sido o papel da escola, dos professores de educaĂ§Ă£o bĂ¡sica principalmente, das tecnologias digitais e da sociedade em geral em relaĂ§Ă£o Ă mudança da qualidade no processo de ensino e aprendizagem dentro da escola e fora da escola tambĂ©m. E alĂ©m disso, como que nĂ³s, principalmente nĂ³s professores, podemos nos apossar dessas tecnologias para potencializar o ensino? AtĂ© mesmo porque as tecnologias estĂ£o cada vez mais presentes na sociedade em geral, seja na escola, no trabalho, em casa, no supermercado, nos bancos ou atĂ© mesmo com entretenimento. E que elas tambĂ©m tem mudado substancialmente a nossa cultura, a economia, a polĂtica, as relações interpessoais e na educaĂ§Ă£o nĂ£o tem sido diferente. E isso Ă© significativo, o impacto dessas tecnologias Ă© significativo porque causam na cultura escolar uma mudança, uma transformaĂ§Ă£o e oferecem possibilidades de interaĂ§Ă£o com o processo de produĂ§Ă£o de conhecimento. E que tambĂ©m possibilita que esses alunos sejam alunos autĂ´nomos, sejam alunos engajados, saibam tomar decisĂ£o e que tenham representatividade diante da sociedade. AlĂ©m de possibilitar novos valores e atitudes para com a cultura digital e aĂ sim necessitam serem trabalhados como alunos em sala de aula ou dentro do prĂ³prio espaço escolar. Agora, nĂ£o seria diferente nas escolas principalmente de educaĂ§Ă£o bĂ¡sica, uma vez que essas escolas sĂ£o frequentadas por uma maioria de jovens que deseja a todo instante, que tem vontade de se comunicar em rede. Por que isso acontece? Porque esses jovens, alĂ©m de terem nascido em tempos digitais, estĂ£o atentos aos lançamentos e novidades que as tecnologias tĂªm oferecido constantemente. E eu vejo que a partir disso, esses alunos passam a trazer para dentro da sala de aula os recursos tecnolĂ³gicos que eles utilizam fora dela. Agora, por que eles fazem isso? Fica muito evidente que as tecnologias antes vistas como entretenimento, elas nĂ£o devem ficar nessa classe. Elas precisam sim fazer parte do processo de ensino e aprendizagem, das prĂ¡ticas docentes, desses professores que sĂ£o hoje mediadores do conhecimento. A inserĂ§Ă£o dessas tecnologias na escola por parte dos alunos evidencia que eles estĂ£o em uma nova era, a era tecnolĂ³gica, e a gente nĂ£o pode mais abrir mĂ£o disso, a gente nĂ£o pode mais fechar os olhos para isso. Proibir nĂ£o Ă© mais o suficiente. A gente precisa pensar nessa proibiĂ§Ă£o, que ainda Ă© constante, Ă© debatida e Ă© executada em sala de aula, nas escolas. Eu falo isso por experiĂªncia. Ao contrĂ¡rio disso, a escola nĂ£o estĂ¡ acompanhando esse avanço. Ela culpa, muitas vezes, os alunos da falta de interesse e indisciplina, sem refletir a causa desses problemas. É muito fĂ¡cil eu falar que o aluno Ă© um aluno indisciplinado, Ă© um aluno que nĂ£o tem interesse pelas aulas e as tecnologias, os recursos tecnolĂ³gicos atrapalham isso, contribuem com isso. Mas esses problemas da educaĂ§Ă£o estĂ£o realmente no desinteresse dos alunos ou simplesmente nos mĂ©todos de ensino que estĂ£o desatualizados, que estĂ£o ultrapassados e que mesmo assim as escolas e alguns professores insistem em utilizar. Eu acho que Ă© mais um ponto para nĂ³s refletirmos aĂ. E o avanço tecnolĂ³gico, com esse avanço tecnolĂ³gico, a escola passa a ter a finalidade de formar cidadĂ£os para uma sociedade tecnologicamente desenvolvida. Isso Ă© muito claro. Mas ela, como agĂªncia de letramentos e de informaĂ§Ă£o, ela jĂ¡ nĂ£o deveria estar pensando de forma diferente a nĂ£o ser preparar o cidadĂ£o para ser inserido de forma ativa e crĂtica nessa sociedade vista como tecnolĂ³gica e digital. E aĂ o que eu tenho observado Ă© que ela nĂ£o tem se mostrado preparada para a inserĂ§Ă£o dessas tecnologias nas tĂ¡ticas de aprendizado. Mesmo sabendo que algumas delas possuem recursos tecnolĂ³gicos significativos para o ensino aprendizado dos alunos, mas esses recursos sĂ£o utilizados de forma incorreta. Ou seja, essa tecnologia estĂ¡ sendo utilizada apenas como suporte e nĂ£o como recurso pedagĂ³gico para aprender e ensinar. Isso quando elas sĂ£o permitidas, quando o seu uso Ă© permitido. Agora, eu pergunto para vocĂªs, uma mudança nos currĂculos e nas prĂ¡ticas pedagĂ³gicas da educaĂ§Ă£o bĂ¡sica seria necessĂ¡ria? SerĂ¡ que aĂ seria o ponto? AtĂ© mesmo porque a maioria dos alunos jĂ¡ nĂ£o se interessa mais pelas aulas tradicionais. Pensando nesse modelo de aula, os alunos sĂ£o apenas receptores de saber. Eles nĂ£o tĂªm uma participaĂ§Ă£o significativa e autoral no processo de formaĂ§Ă£o educacional. E aĂ, diante de todas essas mudanças estruturais e pedagĂ³gicas pelas quais a escola vem passando desde as Ăºltimas dĂ©cadas, nĂ£o dĂ¡ mais para ignorar a era da informaĂ§Ă£o na qual estamos vivendo. E as tecnologias digitais sĂ£o recursos que podem sim ser considerados essenciais para acompanhar e propagar toda essa informaĂ§Ă£o. Agora, Ă© importante formar e capacitar tambĂ©m os professores, para que eles sejam capazes de fazer o uso dessas tecnologias a favor da aprendizagem dos alunos. E aĂ, uma das discussões Ă© que esses professores sejam letrados digitalmente. E por que letrados digitalmente? Porque a partir daĂ, eles possam pensar e refletir a formaĂ§Ă£o de sujeitos crĂticos e capazes de fazer uso desses recursos tecnolĂ³gicos que estĂ£o disponĂveis com uma prĂ¡tica social consciente que nĂ£o seja apenas o passar do tempo em sala de aula. Mas que tambĂ©m tenha um planejamento e significado em relaĂ§Ă£o ao processo de aprender a aprender, aprender a ensinar, aprender a criar, aprender a empreender com as tecnologias digitais para alĂ©m da escola. Agora, isso Ă© fĂ¡cil? Acredito que nĂ£o. AtĂ© mesmo porque, para que isso aconteça, as agĂªncias de formaĂ§Ă£o, principalmente as de nĂvel superior, elas jĂ¡ deveriam e devem estar aptas a formar professores que sejam capacitados para o uso de uma metodologia interdisciplinar que vai discutir a relaĂ§Ă£o entre os saberes profissionais, a experiĂªncia, a criatividade, a relaĂ§Ă£o crĂtico-cientĂfica a respeito da evoluĂ§Ă£o humana e de artefatos tecnolĂ³gicos digitais. E serĂ¡ que isso estĂ¡ acontecendo? As tecnologias chegaram para contribuir ao sistema educacional e nĂ£o dificultar o que eles jĂ¡ vĂªm propondo por meio de prĂ¡ticas educacionais? Elas tambĂ©m, eu vejo que elas nĂ£o podem ser vistas como uma salvaĂ§Ă£o para os problemas enfrentados pela escola e pelos professores. Muito menos elas nĂ£o podem ser pensadas como recursos transformadores de uma escola que ainda estĂ¡ fechada, que ainda possui grades e muros e nem Ă© a melhor agĂªncia de letramentos do sĂ©culo XXI. AtĂ© mesmo porque nĂ³s estamos vivendo, nĂ³s estamos inseridos em tempos digitais e ser professor em tempos digitais Ă© ter maturidade, Ă© ter disciplina para poder relacionar os conteĂºdos abordados em sala de aula a recursos tecnolĂ³gicos ou a outros recursos dos quais os alunos fazem uso em suas atividades cotidianas. É importante que esse professor favoreça uma troca de conhecimentos e experiĂªncias diante dos saberes da cultura digital. E que eles tambĂ©m possam trazer como bagagem para a sala de aula com a intenĂ§Ă£o de desenvolver um ensino-aprendizagem que seja colaborativo, cooperativo, significativo, mediado por esse professor. Que esses alunos tenham essa autonomia de poder trazer o que eles fazem fora da escola para dentro da escola. E isso, pessoal, Ă© como implantar qualquer projeto que envolva as tecnologias da educaĂ§Ă£o. Deve ter um planejamento, Ă© importante que tenha um planejamento e nĂ£o a improvisaĂ§Ă£o. NĂ£o Ă© simplesmente falar que hoje eu vou usar o celular em sala de aula. Eu preciso planejar uma aula que o recurso tecnolĂ³gico, que o uso desse celular tenha significado tanto para o professor quanto para o aluno. AtĂ© mesmo porque se eu faço isso de forma improvisada, consequentemente, isso pode acarretar em um fracasso futuro. Agora, ter apenas o domĂnio instrumental de uma tecnologia nĂ£o Ă© suficiente para que o professor incorpore suas prĂ¡ticas de sala de aula. AlĂ©m desse professor ser usuĂ¡rio dessa tecnologia, ele precisa elaborar situações de forma contextualizada na qual os alunos possam utilizar as tecnologias em contextos sociais. Por isso que Ă© de fundamental importĂ¢ncia que o uso dessas tecnologias tanto na escola quanto fora da escola, se resume em atividades processuais de produĂ§Ă£o de conhecimento. E isso por meio de vĂ¡rios eletramentos. Essas particularidades que precisam ser aprendidas em relaĂ§Ă£o a essas tecnologias devem ser familiarizadas para construir uma interaĂ§Ă£o por meio da troca de saberes tecnolĂ³gicos com seus pares. E aĂ o que eu vejo Ă© que nĂ£o podemos ignorar que estamos inertos a uma sociedade em constante transformaĂ§Ă£o tecnolĂ³gica e que essa transformaĂ§Ă£o nos permite produzir e compartilhar conhecimento para alĂ©m desses espaços. E como professor, eu vejo que a educaĂ§Ă£o nĂ£o pode mais fechar os olhos para a transformaĂ§Ă£o em que os avanços que sĂ£o mediados por essas tecnologias jĂ¡ estĂ£o permeando por todas as Ă¡reas do conhecimento. E que Ă© fundamental que a educaĂ§Ă£o esteja se preparando para um mundo que jĂ¡ Ă© caracterizado por ser digital. Mas hĂ¡ uma preocupaĂ§Ă£o na educaĂ§Ă£o e tambĂ©m na sociedade globalizada? A funĂ§Ă£o das peculiaridades em relaĂ§Ă£o Ă inserĂ§Ă£o das tecnologias em sala de aula. E isso Ă© muito claro. Isso se traduz no cenĂ¡rio da informĂ¡tica na era da educaĂ§Ă£o em que essas tecnologias operam em vĂ¡rios recursos de informaĂ§Ă£o e comunicaĂ§Ă£o com um poder social de grande repercussĂ£o. E tudo isso pode ser representado, nĂ³s podemos ver isso, pode ser representado, nĂ³s podemos ver isso, estamos vivenciando pelas redes sociais e nĂ£o sĂ³ pelas possibilidades de comunicaĂ§Ă£o global que elas nos oferecem, mas tambĂ©m pela cultura social concebida. E aĂ eu começo a perguntar para vocĂªs e refletir junto com vocĂªs o que esses alunos, o que esses jovens que nĂ£o estĂ£o tendo contato com essa tecnologia em sala de aula de forma consciente, de forma Ă©tica, eles estĂ£o fazendo fora da escola e como usuĂ¡rios dessas redes sociais? Porque o que nĂ³s podemos considerar Ă© que a tecnologia de rede ela jĂ¡ estĂ¡ presente em nossa sociedade. E manter a distĂ¢ncia de todas essas inovações que ela nos proporciona significa ter uma participaĂ§Ă£o, isso Ă© muito sĂ©rio, no processo de exclusĂ£o social e digital. E Ă© pensando assim que eu vejo que hĂ¡ uma necessidade de discutir tambĂ©m a educaĂ§Ă£o tecnolĂ³gica, a uso consciente e Ă©tico dessas tecnologias, o que pode e o que nĂ£o pode quando eu estou utilizando esses recursos tecnolĂ³gicos? O que eu devo fazer com eles? E isso, a escola tem um papel muito importante diante desse cenĂ¡rio porque se essa tecnologia estĂ¡ sendo utilizada com planejamento em sala de aula, essa educaĂ§Ă£o tecnolĂ³gica tambĂ©m pode ser abordada. Agora, Ă© possĂvel que esses alunos possam ser levados a aprender a aprender, aprender a ensinar, aprender a criar e fazer com que essas tecnologias sejam nĂ£o sĂ³ mais um recurso atraente, mas que seja engajador, autoral, colaborativo, cooperativo, criativo e memorĂ¡vel. Porque nĂ£o importa o quĂ£o atraente, interessantes e estruturadas possam ser essas tecnologias, o fato Ă© que a escola precisa ter flexibilidade para atender Ă s demandas de seus alunos. E ao mesmo tempo em que Ă© importante preparar o uso pedagĂ³gico dessas tecnologias no espaço escolar. Por que eu falo isso? Porque os saberes da cultura digital ainda estĂ£o assustando os professores. Por mais que eles prefiram se apoiar em mĂ©todos tradicionais de ensino e aprendizagem por se sentirem mais seguros, eu vejo que muitos tambĂ©m gostariam de utilizar algumas metodologias inovadoras de ensino. E muitos nĂ£o utilizam por resistĂªncia, por nĂ£o saberem utilizar e por estarem inseridos em uma gestĂ£o que os proĂbem de utilizar. E aĂ Ă© hora de pensar que estamos lidando com uma geraĂ§Ă£o tecnolĂ³gica e digital que nĂ£o estĂ¡ mais presa a antigas metodologias de ensino, como o quadro e o giz. E que essas tecnologias sĂ£o recursos importantes para acompanhar a evoluĂ§Ă£o do ciberespaço. NĂ£o Ă© verdade? Essa tecnologia pessoal estĂ¡ circulando cada vez mais na sociedade da informaĂ§Ă£o, o que exige que os alunos estejam imersos nesse ambiente inovador e a escola nĂ£o pode estar isolada, trancada e com suas janelas ainda fechadas. Diante desse processo de flexibilizaĂ§Ă£o curricular, muito menos dessas prĂ¡ticas de ensino e aprendizagem que devem estar em constante transformaĂ§Ă£o. E pensar em metodologias de ensino inovadoras Ă© tambĂ©m refletir criticamente sobre as mĂºltiplas maneiras de conduzir o processo de ensino aprendizado que necessariamente trazem algumas mudanças viĂ¡veis e relevantes, sem dĂºvidas. Ainda que pequenas, em relaĂ§Ă£o Ă s metodologias tradicionais. É importante que elas sirvam para verificar a progressĂ£o das competĂªncias e habilidades dos alunos e nĂ£o apenas classificĂ¡-los. Agora, o que nĂ³s vamos fazer a partir disso? Qual Ă© a nossa contribuiĂ§Ă£o, principalmente como professores, para que possamos mudar essa escola? Ou serĂ¡ que temos chance de mudar essa escola? E aĂ fica essa reflexĂ£o. E eu nĂ£o tenho aqui a pretensĂ£o de finalizar essa discussĂ£o com vocĂªs, principalmente por aqui, por esse podcast. Eu acho que nĂ³s precisamos rever a relaĂ§Ă£o professor-aluno aluno-professor, a escola, a sociedade e a universidade como agĂªncia de formaĂ§Ă£o para a vida profissional, principalmente. E tudo isso conectado Ă s prĂ¡ticas de letramento que sĂ£o incorporadas ou nĂ£o Ă s tecnologias digitais. AlĂ©m disso, eu acredito que tambĂ©m nĂ³s precisamos rever o papel do professor da cultura digital e precisamos refletir sobre a sua nova identidade profissional para formar cidadĂ£os crĂticos em uma sociedade pĂ³s-moderna. E agora, pessoal? E agora, pessoal? Eu pergunto para vocĂªs. Vamos ou nĂ£o derrubar os muros da escola? Espero por vocĂªs lĂ¡ no fĂ³rum para que possamos dar continuidade a essa reflexĂ£o. Ok? Um abraço!
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