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Listen to Ep-jmj by francisca MP3 song. Ep-jmj song from francisca is available on Audio.com. The duration of song is 35:02. This high-quality MP3 track has 121.618 kbps bitrate and was uploaded on 14 Nov 2023. Stream and download Ep-jmj by francisca for free on Audio.com ā your ultimate destination for MP3 music.










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The first episode of the Radioatividade podcast discusses the World Youth Day event that took place in Portugal. The hosts interview guests who share their expectations and experiences of the event. One guest discusses their previous participation in a World Youth Day in Germany, while another talks about the logistics and organization of the event. They mention the accommodation, meals, and transportation, highlighting the chaos in Lisbon but the smoother experience in Almada. Overall, they express the significance of the event in terms of faith and the opportunity to meet people from different backgrounds. Sejam bem-vindos ao primeiro episódio do podcast Radioatividade, o meu nome Ć© Francisca Rabassa, o meu nome Ć© AndrĆ© Santos, e para este episódio temos aqui dois convidados especiais, Beatriz Nina, da nossa turma, e o professor SĆ©rgio, professor do Moral. Muito obrigado. Sejam bem-vindos. Obrigada. Pronto, para este primeiro episódio, para comeƧarmos esta caminhada deste projeto da Associação dos Estudantes, vamos abordar um tema, nomeadamente as Jornadas Mundiais da Juventude. Como muitos de vocĆŖs sabem, Ć© um evento que se realiza poucas vezes, quatro em quatro anos, nĆ£o estou em erro, e este ano, como tambĆ©m sabem, se realizou em Portugal, no nosso paĆs. E pronto, temos aqui algumas perguntinhas para fazer aos nossos convidados, e nomeadamente uma das primeiras Ć© quais eram as vossas expectativas e a realidade que de facto se viveu nas Jornadas Mundiais da Juventude. ComeƧou? Bem, entĆ£o, muito obrigado, obrigado por estar aqui. Estamos aqui num cantinho da EQ, maravilhoso, para fazer este programa, portanto, convido toda a gente que nos estĆ” a ouvir a vir cĆ” depois, fazer esta experiĆŖncia. Em cabeƧa da casa. Exatamente, mas estĆ” a ser bom. EntĆ£o, para mim, a jornada... Bem, em primeiro lugar, eu como tinha participado anteriormente numa jornada, tinha imensa expectativa, porque gosto, em primeiro lugar, e porque foi cĆ” em Portugal. Top! PodĆamos contar em primeira mĆ£o como Ć© que Ć©. E por isso tinha esta expectativa de participar. Confesso que, enquanto fui preparar a jornada, vivi aqui alguns sentimentos de expectativa de se haveria de ir para a jornada com os meus alunos, e era uma coisa muito agradĆ”vel para mim, gosto, tempo que nem se percebe que Ć© uma coisa que eu gosto e que vivo de forma muito intensa, mas ao mesmo tempo com a famĆlia, com a minha mulher e os meus filhos. E por isso foi uma decisĆ£o difĆcil. Depois, na realidade, consegui ir, levei os meus filhos e consegui ter um bocadinho dos dois mundos. Consegui estar com os alunos e ir com a famĆlia. E por isso isso foi bom. Mas acho que depois posso contar mais coisas. Sim, nós temos uma pergunta para abordar a outra. E vou passar a Beatriz. Bom, eu, assim que eu ouvi falar do jornal, jĆ” sabia que eu queria ir, porque acho que Ć© uma dinĆ¢mica muito interessante e que acaba por nos dar muitas vivĆŖncias para a vida. Sendo honesta, eu nĆ£o tinha muitas expectativas, só quando comecei a falar com o Sr. SĆ©rgio, Ć© que comecei a pĆ“r aquele lixo de conhecer pessoas novas, desenvolver a vossa fĆ© e comecei a ficar entusiasmada. Mas, ao mesmo tempo, tambĆ©m decidi nĆ£o criar muitas expectativas, porque depois tambĆ©m nĆ£o me entendo disso. E de, assim, de mente aberta e viver aquilo que me proporcionava, sem estar adicionalmente alolada, digamos assim. Pergunto-me o que o Sr. disse, um dos fóssegos que nós querĆamos abordar era a comparação entre a JNJ, que o Sr. jĆ” numa aula referiu que fez, e a JNJ agora em Portugal com a famĆlia. Pois, exato. EntĆ£o, eu estive na jornada de 2005, acho que foi em 2005, foi na Alemanha, foi em Colónia. Eu tive, assim, uma experiĆŖncia diferente, porque eu fui voluntĆ”rio na Alemanha. Fui como voluntĆ”rio e fui como voluntĆ”rio internacional. SĆ£o voluntĆ”rios de longa duração, vĆ£o uns meses antes e estĆ£o lĆ” envolvidos. E acaba por ser uma experiĆŖncia gira, internacional, e de perdermos aqui algumas seguranƧas. Portanto, eu fui como voluntĆ”rio internacional. Mas foi sozinho? Fui sozinho, cheguei lĆ”, só conhecia uma pessoa. Que era um espanhol. Um espanhol, o Tachi, que Ć© um... NĆ£o Ć© espanhol essa coisa, os nomes, assim, diferentes, o Tachi. E entĆ£o, eu só nĆ£o me lembro como Ć© que eles me chamavam, mas, bom. E entĆ£o, lembro-me de uma história lĆ” na Alemanha, vou contar, só para, porque acho que Ć© engraƧado. Cada um de nós tinha que levar uma coisa tĆpica do seu paĆs. O que Ć© que eu levei? NĆ£o ia levar bacalhau, nĆ©? Ou natas. EntĆ£o, levei vinho de Porto. Teve um amigo meu que Ć© provador de vinhos. Portanto, fui ter com ele para arranjar-me ir um vinho de Porto, como deve ser. Foi-me chamado. EntĆ£o, vou eu para a Alemanha, de vinho de Porto. Na altura, ainda dava para circular com alguns lĆquidos, como deve ser. Levei duas garrafas de vinho de Porto. Este meu amigo, que Ć© meu parentesamento, trabalha na Sagrado. Portanto, Ć© o que faz os vinhos de Porto. A freirinha, nĆ£o sei o quĆŖ. EntĆ£o, leve duas garrafas de vinho de Porto. Supimpa, estou a dizer. Chego lĆ”. HĆ” uma noite internacional em que a malta servia. E eu apanho os tipos a beberem um vinho de Porto, em copos de plĆ”stico, cheios. E eu a poupar-me. E eu disse, nĆ£o pode ser, entĆ£o tambĆ©m abusei. E só para vocĆŖs verem o nĆvel, houve um tipo polaco que levou vodka caseira numa garrafa de Ć”gua. Portanto, procurando isso. Mas realmente, as realidades sĆ£o muito diferentes. Isso que pensava da mĆ£e. As realidades sĆ£o muito diferentes. Mas depois tive esta experiĆŖncia internacional. De conhecer a gente. TambĆ©m porque tive que trabalhar com eles. E isto Ć© um passo importante. E por isso, tinha esta expectativa de voltar a ter esta experiĆŖncia internacional. Mais do que trabalhar com as pessoas, pelo menos de fĆ©. E isso Ć© uma coisa brutal. Mas dĆ” para fazer uma comparação? Eu gostei mais dos anos 2005 ao 2023. SĆ£o diferentes. SĆ£o diferentes, mas tivesse que escolher. O que Ć© que acontece? De honesta, fui com a minha mulher e com os meus filhos. E tambĆ©m foi em autores diferentes. Foi em autores diferentes. Mas foi assim um grande sucesso tambĆ©m. A maneira como se diz. Ć muito diferente. Porque eu, apesar de na outra ter sido voluntĆ”rio de longa duração. E ter estado lĆ” como voluntĆ”rio de ouro durante muito tempo. Eu cĆ”, como vocĆŖs sabem, fui voluntĆ”rio tambĆ©m. Na viĆŗssa de setembro. Antes da jornada. E tambĆ©m tive essa experiĆŖncia. Por isso, esta experiĆŖncia cĆ” foi espetacular. Mas hĆ” uma coisa diferente. Enquanto que a experiĆŖncia cĆ” foi uma experiĆŖncia de doação. De coração. De dar de coração. E as pessoas que eu mais conheci, acabaram por ser portugueses. TambĆ©m foi cĆ” em Portugal. Mas tambĆ©m foram as pessoas com quem eu mais trabalhei. E eu conheci muito poucos portugueses. E foi uma experiĆŖncia internacional tremenda. Mesmo filhos. Ao mesmo tempo. Poder levar os miĆŗdos. E a mulher podendo viver aĆ sem a famĆlia. Top. Mas em termos de organizaƧƵes. Tipo atividades, logĆsticas, coisas. HĆ” muita coisa parecida. Porque as jornadas tĆŖm mais ou menos. NĆ£o Ć© tudo igual. Mas tĆŖm mais ou menos alguns esquemas comuns. E por isso, hĆ” sempre uma chegada. Quando chega lĆ”, uma missa inicial. Que nem sempre Ć© com o Papa. Depois temos um momento de recepção com o Papa. Temos o momento da Via Sacra. Que Ć© muito comum. Temos o momento da prevarinação. Para o sĆtio onde vai ser a vigĆlia. E a missa. E por isso. HĆ” coisas que sĆ£o muito comuns. Do ponto de vista de atividades. Depois hĆ” atividades que vĆ£o mudando. Eu na Alemanha tive uma experiĆŖncia que gostei muito. Que foi, tive muitos contactos com pessoas. Apesar da JMJ. Ser uma experiĆŖncia católica. E a cumprir com o Papa. Na Alemanha. Tive uma experiĆŖncia de conhecer muitos protestantes. E para mim isso foi muito giro. De conhecer pessoas. Uma nova realidade. Outra fĆ©. De maneira de viver. E eu gosto muito disso. Da universalidade. Uma experiĆŖncia de fĆ©. De atualização da fĆ©. Esta gente toda. Que estĆ” aqui. Ć comum. No dia a dia nĆ£o Ć© fĆ”cil. Porque nem sempre encontramos. E nem sempre encontramos. Esta gente toda. Muitas vezes na fĆ©. Igrejas mais vazias. E isto Ć© espetacular. Aquela gente toda que estava lĆ”. Estava lĆ” para rezar. Um milhĆ£o de pessoas. Um milhĆ£o e meio. Na vigĆlia. Em cada oração. E de repente na oração. HĆ” silĆŖncio. Ć incrĆvel. Ć uma cena. Ć uma cena. Toda a gente em silĆŖncio. Ć uma experiĆŖncia. De nĆ£o estar sozinho na fĆ©. Nós queremos que Deus esteja conosco. Mas depois de saber. Que Deus esteja conosco. Ć lindo. Ć lindo. E agora pegando um bocadinho nesse tópico de muita gente. Nós tĆnhamos aqui a curiosidade. Eu pelo menos. Gostava de ter ido Ć s Jornadas Mundiais da Juventude. Acabei por nĆ£o ir. Por outros motivos. Mas gostava de saber um pouco. Como Ć© que com tanta gente presente. Como Ć© que funcionam um bocadinho. As refeiƧƵes. Porque havia peques que ofereciam as refeiƧƵes. A higiene. Como Ć© que funcionou um pouco. Era muita gente. Era uma logĆstica perfeita. Eu acho que atĆ© correu bem. Porque nós pelo menos estĆ”vamos fora de Lisboa. EstĆ”vamos em Alamada. E como era um bocado a parte. NĆ£o havia tanta gente. Nós dormĆamos. ComĆamos em restaurantes que estavam perto. E como nĆ£o havia tanta gente. NĆ£o havia tanta confusĆ£o. Eu sinto que as pessoas que ficaram em Lisboa. Eu admito que essa semana. Resumiu-se a comida do McDonald's. Porque era o que estava ao lado da escola. A Ćŗltima vez que tentĆ”vamos comer. Mesmo em Lisboa. Fomos ao Pinho Doce. Acho que foi no primeiro dia. Essa comida estava penosa. E a fila? Nós fomos buscar a hora do lanche. No jantar. A fila nĆ£o acabĆ”vamos. Sempre que acabavam as lutas. Que eram ao fim do dia. E aquilo era horrĆvel. Nós Ćamos para Alamada no final do dia. E comĆamos lĆ” os bens. Como nĆ£o havia tanta gente na escola. Onde eu dormi. Eu tomava banho. Mais ou menos Ć meia noite. Mas nĆ£o estava ali no espĆrito. E da minha imersĆ£o. TĆnhamos aquele sonhete. Eu nĆ£o sei. Ć aquilo era tudo novo. Com tanta gente. Eu sinto que estava lĆ”. Mas como Ć© que vocĆŖs se deslocavam de Alamada para o Chico da ManhĆ£? Dentro de Alamada. Era com um metro de superfĆcie. E apanhĆ”vamos o ferry para Lisboa. Mas isso nĆ£o estava caótico? Nós estĆ”vamos em Alamada. A sorte que o grupo de colĆ©gio teve. Foi estar em Alamada. E estar fora de Lisboa. Mas ao mesmo tempo estar muito perto de Lisboa. Portanto, Lisboa. Era caótico. Andar dentro de Lisboa. Mas depois. Mas depois. Perto de Lisboa nĆ£o estava tanto assim. Eles tiveram a experiĆŖncia de apanhar o ferry. Ć verdade. Algumas vezes estava mais cheio. Mas quer dizer. Havia muitos mais horĆ”rios do que o normal. E estava sempre cheio. E foi brutal. E ao mesmo tempo estavam ali. E a meia horinha punham-se onde era preciso. Eu agora dizer meia hora parece imenso. Mas na altura estamos a falar daquela gente toda a circular Lisboa. Meia hora Ć© ótimo. Eu lembro que alguma vez andĆ”mos de comboio em Lisboa. Ćramos certinho lĆ”. AtĆ© que nĆ£o dĆ” para mexer lĆ” dentro. E havia um senhor que nĆ£o tinha nada a ver com o jornal. Ele estava só a fazer a vida normal dele. Eu estava bem na altura. Estava com o irmĆ£o ativo e com mais dois colegas. E ao mesmo tempo que ele estava lĆ” a falar a queixar. Nós nĆ£o temos culpa de nada que estĆ” acontecendo. Nós só queremos fazer a nossa vida. NĆ£o nos permitem. DĆ” vontade de mandar tudo para fora do comboio. E o irmĆ£o estava lĆ” a falar com ele. A tentar-lhe explicar. Temos que compreender. Ele nĆ£o estĆ” envolvido na normalidade. Mas no final ele acabou por reconhecer. E depois finalmente foi comeƧar a ter uma experiĆŖncia. A malta que acabou por nĆ£o participar. TambĆ©m se sentiu um bocadinho invadido. Invadiram a cidade. A vida deles ficaram-se um bocadinho... Eu por causa dos transportes. Ć aqui uma história engraƧada tambĆ©m. A certa altura nós comeƧamos a andar de transporte. Eu fui com a Maria JoĆ£o e com o GonƧalo e a Leonor. Nós fomos. Ficamos a casa de um amigo. Um do nosso filho mais novo. E entĆ£o andĆ”mos de mĆ©trica. Só que andar de mĆ©trica com crianƧas Ć© um stress. Com tanta gente. De repente hĆ” um que fica. TĆnhamos combinado. Tu agarras um, eu agarro o outro. TĆnhamos combinado. Houve uma altura que nós fomos mesmo para nos separar. E foi um bocado decepcionante. Eu agarrei e vou experimentar de carro. Como nós fomos de carro, vamos andar de carro. EntĆ£o houve um dia que fomos para a feira das vocaƧƵes. Que Ć© na zona dos Jerónimos. Havia a feira das vocaƧƵes. E mais alguma coisa qualquer. E os confessionĆ”rios. EntĆ£o eu digo, vamos de carro. Eu fui de carro para aquela zona em que toda a gente estĆ” a ir. Toda a gente achou. Tipo, Ć© doido. Vai de carro. Eu nunca se assinei tĆ£o perto dos Jerónimos como daquela vez. Como tanta gente nos transportes pĆŗblicos. Como tanta gente nos transportes pĆŗblicos. Fui de carro. Foi mel. Tive essa sorte. Nesse dia, houve trĆŖs pessoas que ficaram fora do comboio. Quando estĆ”vamos a sair desse aeroporto, apanhĆ”mos todos o comboio. Nós comeƧƔmos a olhar Ć volta. Nós tĆnhamos meio de toque ao contĆ”rio. E o 16, 17 e o 18 nĆ£o estavam lĆ”. E nós fomos. Nós olhamos para fora. EstĆ£o lĆ”, tipo, eles. Tivemos que esperar meia hora. Depois foram eles no final. Ć mais ou menos meia hora. Nós agora andamos para trĆ”s e rimos. Estava-me atrasado de espera. Eu nĆ£o lembro o que era, mas era uma missa. Eu acho que foi no dia da exceção ou da exceção do Papa. Nós ficĆ”mos super cĆ” atrĆ”s. FicĆ”mos mesmo no fim. Eu estive Ć vossa espera. Eu ia estar com a minha mulher e com os meus. E depois, o que Ć© que ia fazer? Quando Ćamos, sentĆ”vamos-nos a passar, estar com o grupo. Todos os dias. Onde Ć© que nós vamos nos encontrar? E por isso Ć© que eu digo que foi o melhor dos dois mundos por conseguir estar com os aliados. Foi o melhor dos dois mundos. O senhor pensa que jĆ” falou um bocadinho aqui nisto, mas que influĆŖncia Ć© que teve esta jornada mundial na vossa fĆ©? Na fĆ© de cada um? Se ajudou? Se reviveu alguma coisa? Como Ć© que vem esta oportunidade? Eu, na altura em que fui para as jornadas, eu estava num perĆodo de fĆ© que estava mesmo a sentir tipo, ok, Deus existe, estĆ” cĆ”. EntĆ£o, eu sinto que foi tipo uma reassurance, como Ć© que se diz? Reconfirmação. Foi meio que reconfirmar isso. E tipo, pronto, foi para lĆ”, a viver aquilo mesmo, naquela de... Acredito, nĆ£o foi tanto... NĆ£o fui no meio da tua perdida e que disse que voltaram a encontrar a Deus. NĆ£o, foi mesmo assim, de reconfirmar aquilo que eu jĆ” sentia. Mas achas que estivesse num desses perĆodos? Ah, eu acho que seria a ajuda da fĆ©. Sim, a ajuda da fĆ©, sim. Totalmente. Sim, e eu... E Ć© o que Ć© ser para fazer uma sĆ©rie. Tenho idade a brincar, mas quero responder se for uma sĆ©rie, mas... EntĆ£o, estamos a passar uma fase em que na igreja se fala... Na igreja, no mundo, acho que se nota muito divisĆ£o entre conservadores e liberais, quase, sabe? Nota-se mesmo, um romper coisas. E na igreja tambĆ©m. Uma alta que quer mais uma ideia mais conservadora de igreja, uma alta que tambĆ©m acha que isto tem que se abrir para tudo, nĆ£o sei o quĆŖ. E quando nós fazemos a experiĆŖncia global, de todos estarmos a olhar no mesmo sentido, independentemente do... Da posição de cada um? Da posição de cada um. Em vez de estarmos a olhar uns para os outros, estamos a olhar no mesmo. Estamos a olhar para Deus, estamos a olhar para o Papa, que estamos a fazer a meia-dia que estĆ” a representar Deus, Ć© uma experiĆŖncia brutal. Para alĆ©m disso, eu tive uma cena que foi muito bom, e eu acho que Ć© um slogan que nós jĆ” todos ouvimos, se calhar, mas ouvir o Papa, a pedir para todos nós dizermos, vamos repetir, na igreja cabem todos, todos, todos. Foi espetacular. E o Papa, no sĆ”bado, em que nós estĆ”vamos a ir para o campo, para fazer, para termos a missa final, o Papa foi a FĆ”tima. E quando foi a FĆ”tima, o Papa, nós nĆ£o fomos todos, mas eu depois consegui acompanhar para a televisĆ£o, o Papa diz uma coisa mesmo gira, que eu acho que Ć© uma confirmação da minha fĆ© tambĆ©m. O Papa diz, esta igreja, esta capelinha de FĆ”tima, Ć© representativa do que Ć© que pode ser a igreja. Esta capelinha Ć© uma coisa que eu quase nunca tinha, vejam lĆ”, eu vou todos os anos a FĆ”tima, eu quase nunca tinha pensado nisso. Esta capela nĆ£o tem portas. E a igreja Ć© isto. A igreja nĆ£o tem portas, porque estĆ” aberta para todos. E estas mensagens do Papa durante a jornada, para mim foi uma confirmação de muito aquilo que eu faƧo. E que eu faƧo no dia a dia e que eu falo. E portanto, ver esta igreja aberta a todos, que quer acolher, este amor de Deus quer acolher, e o Papa reafirmar isto, e que foi lindĆssimo isto, foi uma experiĆŖncia brutal para mim. Agora tivemos muitas outras experiĆŖncias tambĆ©m disto de universalidade. Eu acho que o Papa aqui tambĆ©m tem um papel importantĆssimo, pronto, eu nĆ£o costumo acompanhar assim muito de perto, mas parece-me que este Papa tem um papel e acho que faz por isso, para unir bastante a igreja. O professor tem mais visƵes de outros Papas antigos, mesmo quando nós nĆ£o Ć©ramos nascidos. Mas eu penso que este Papa fez um trabalho espetacular e nesta jornada viu-se tambĆ©m isso, que foi um passo importante. Pronto, agora para escondelar aqui um bocadinho, tem aqui um tópico que eu vi atravĆ©s das redes sociais, mas qual foi... NĆ£o sei se o professor dormiu no Parque Tejo. NĆ£o dormi, com muita pena. Gostava de ter visto a parte de amanhĆ£. Eu vi nas redes sociais que a malta que estava no Parque Tejo foi acordada pelo Padre Guilherme, atravĆ©s do DJ Padre Guilherme, com mĆŗsica. Eu gostava de saber como Ć© que foi esta experiĆŖncia de acordar, sem saber bem o que Ć© que estava a passar, mas de aproveitar o momento. Ć assim, eu confesso que aquilo foi muito apesar, eu estava Ć espera e pronto. Eu tinha-me deitado nessa noite de duas e meia, duas, pronto. TambĆ©m ninguĆ©m estava a dormir, sinceramente. Estavam-nos trĆŖs naquela vez. Ć que vamos estar a cuidar, vamos estar a conviver e depois dormimos quando voltĆ”mos para Coimbra. Toda a gente acabou por dormir no final, mas eram seis e meia da manhĆ£ e eu estava a dormir e eu comecei a ouvir umas batidas e eu acordei assim um bocado, um bocado assustada. EstĆ” toda a gente a minha volta e eu estava a ouvir em cima assim, o que Ć© que estava a passar? Estava-me a olhar para as telas e estava a olhar e mesmo a imagem direita, as batidas. E eu fiquei incrĆvel, mas foi, nĆ£o sei, como estamos naqueles perĆodos de jornadas, Ć© que foi bem engraƧado e estava toda a gente a curtir aquilo. EntĆ£o vi a semana que era a Ćŗltima. Mas ele, pelos vistos, gosta de fazer isso, porque eu jĆ” vi. Eu jĆ” vi muitos mais vĆdeos dele a fazer. Sim, sim, ele tambĆ©m tinha aparecido no TikTok. Ele tinha mesmo uma conta no TikTok. Por exemplo, a Mavi, eu lembro que ela jĆ” ouvintea, porque ela dizia assim, eu tenho que ir para dormir. Sim, mas foi anunciado. E foi anunciado. Foi uma coisa muito engraƧada. Eu acho que ficou na história como um mercado. E acho que foi tipo, nĆ£o sei muito bem a barbaridade que estou a dizer, mas Ć© tipo o maior concerto de DJ. Se nĆ£o o maior, como Ć© que foi? Como Ć© que foi? Pois sim. NĆ£o Ć© muito comum ver um padre assim. Sim, eu acho que tambĆ©m teve essa piada. Exatamente. Eu ainda nĆ£o estava a perceber bem se ele era padre ou nĆ£o. Isso foi giro. Perceber que a igreja tem muitas linguagens. Na Via Sacra ou Vadan, a Via Sacra foi uma experiĆŖncia. Foi assim... Foi mesmo. Foi uma experiĆŖncia. Depois havia umas pinturas. Teve um movimento e um envolvimento. A gente pode ver na televisĆ£o, mas eles diziam que gostavam muito de ter assistido ao vivo. Sim, foi brutal. E nós temos o certo de ficar assim bem Ć frente. FicĆ”mos no centro, e ficava mesmo mais perfeito. E por isso teve isto, essa linguagem. No final da vigĆlia houve um concerto. De manhĆ£. Portanto, eu fiquei com eles na vigĆlia. Eu fui ter com eles no final da vigĆlia e fiquei lĆ” assistir ao concerto. Parei Ć s duas, duas e meia, vim embora. E portanto, teve muitas linguagens jovens. Direccionar para os jovens, mas tambĆ©m perceber que a igreja tem essa linguagem. E mostramos as dinĆ¢micas lĆ” no Parque das Prometidas. AtĆ© aquelas luzes que estavam no cĆ©u. Ah, sim. Na vigĆlia, com drones, conseguiam escrever as palavras-chave em vĆ”rias lĆnguas. Havia muitas palavras-chave. Foi giro. E o Padre Guilherme foi uma dessas atualidades. Ou seja, tivemos em cima dos drones, tens um concerto, tens o Padre Guilherme, que Ć© DJ, de canção. Eu acho que o Padre Guilherme atĆ© faz mesmo algumas discotecas. Sim, sim, sim. A sĆ©rio? Sim, convidado, mas tambĆ©m que ele gosta. Chega no trabalho. Como eu disse hĆ” bocado, gostava de ter diversas jornadas. Eu estava no Algarve, no decorrer das jornadas. E depois, enquanto vinha da praia atĆ© a casa, ia acompanhando atravĆ©s do telemóvel como estavam a ser os eventos e as missas. E ao ver aquilo no telemóvel, foi aquele sentimento de se calhar devia ter ido, devia ter arriscado. E fiquei assim um bocadinho... E esses sentimentos sĆ£o bons, tambĆ©m Ć© bom, nĆ£o Ć©? E era pica. Fiquei assim a pensar se eu tivesse ido, se calhar estava ali a ver isto ao vivo. Eu, mesmo estando nas jornadas, Ć s vezes tinha aquele sentimento de estou a perder coisas que estĆ£o a acontecer, porque aquilo era tanta coisa a acontecer ao mesmo tempo. Depois eu sentia, estou a perder isto, estou a viver isto que Ć© ótimo, mas estou a perder aquilo que tambĆ©m estĆ” a acontecer. Mas depois, ao longo das jornadas, foi comeƧando a conciliar. NĆ£o sei, eu gostei mesmo. Foi a mesma experiĆŖncia no telemóvel. As jornadas, no geral, foram uma boa experiĆŖncia, mas acredito tambĆ©m que tenha havido alguns constrangimentos e algumas experiĆŖncias menos boas, se quiserem compartilhar. Mesmo, esta experiĆŖncia do metro, da enchente, dos almoƧos, Ć© mais pela enchente. Esse, para mim, nĆ£o foi tĆ£o bom. Ć um bocado sobrevento, mesmo, estar no meio de tanta gente. Nós, a certa altura, mas foi por causa dos miĆŗdos, comeƧƔmos nós a fazer, a comprar, a fazermos em casa e a levĆ”vamos para os miĆŗdos, porque com os miĆŗdos nĆ£o dĆ” para estar numa fila uma hora Ć espera de comida. Tenho fome, tenho fome. Em cinco minutos, eles dizem vĆ”rias vezes, imagina uma hora. Essa experiĆŖncia nĆ£o correu bem para mim. E depois, tenho ecos, e eu nĆ£o vivi isto, mas, na vigĆlia, nós tivemos muita sorte, porque nós ficĆ”mos Ć frente, muito próximo do palco. Eu tive a sorte, atĆ© depois de ficar mesmo no palco, porque fui convidado e estive lĆ” no palco. Foi uma coisa mesmo fixe, mas na vigĆlia. E eles ficaram muito próximo, mas a malta que ficou mais para trĆ”s, Ć© que os dias, tambĆ©m Ć© difĆcil, ficar muito para trĆ”s, nĆ£o Ć© tĆ£o bom. Perderam-se tĆ£o bem. Acho que foi no discurso de abertura do Papa, na missa de abertura, nós ficĆ”mos mesmo no fim. Havia um ecrĆ£ no tapete, mas nĆ£o dava para ouvir quase nada, acho que eu nĆ£o estava mesmo lĆ”. Esse discurso em que ele falou de todos, eu reconheƧo que eu nĆ£o ouvi com tanta atenção como ouvia as outras dinĆ¢micas. Mas depois, tem outras coisas que nĆ£o se ocupavam. Nós ficĆ”mos de manhĆ£, as atividades eram mais Ć tarde. TambĆ©m era tudo catequeses, como vocĆŖs sabem. Exatamente, catequeses, eucaristia, almoƧo, Ć tarde, atividade, encontro com o Papa, e Ć noite, concertos. Lembro-me uma vez... Olha, eu falei isso hoje. Nós estĆ”vamos na labirintologia, apareceram perguntas, e perguntĆ”mos para a Noca, como Ć© que tinham ido sair Ć noite, ou tinham de chegar a um programa mais divertido, e ela disse que tinham ido... Por exemplo, ele tinha uma multidĆ£o ao pĆ© do palco. Ele estava a ir Ć Casa de Banho, e a Casa de Banho, nós tĆnhamos de atravessar essa multidĆ£o para depois conseguir dar a volta e vir Ć Casa de Banho. EntĆ£o, eu falei-lhe, por exemplo, vamos fazer um comboio, passamos lĆ” pelo meio, e vamos Ć Casa de Banho, que assim Ć© mais fĆ”cil. EntĆ£o, nós comeƧƔmos a fazer comboio, quando andamos por nós, jĆ” estĆ”vamos quase a chegar Ć Casa de Banho, veio um comboio, tipo, 30 pessoas atrĆ”s de nós. Mas Ć© fazer comboio, ou Ć© ir Ć Casa de Banho tambĆ©m? NĆ£o, nĆ£o, nĆ£o era ir Ć Casa de Banho, porque aquilo... Era fazer comboio... NĆ£o, Ć© que vinha lĆ” aproveitar, eu acho que as pessoas achavam nós impressionantes, só um comboio, tipo, a estar lĆ”. Tipo, aqueles comboios. E como nĆ£o eram portugueses, era bem tipo... Isso era uma coisa que acontecia, por exemplo, no final de uma celebração, uma coisa, as pessoas a descer a avenida, e toda a gente a cumprimentar-se, toda a gente a dizer olĆ”, a mostrar alegria. Por exemplo, Ćamos nós a cantar o hino de Portugal, depois os franceses iam a cantar o hino deles, era muito engraƧado. NĆ£o numa lógica de picanƧa, mas ao contrĆ”rio. Sim, sim, sim. E foi fixe. Eu nĆ£o tive muitas experiĆŖncias assim difĆceis, mas a experiĆŖncia da juventude, da noite, por exemplo, Ć© uma coisa que eu acho que foi muito gira. Eu lembro-me uma vez, eu queria muito ir a um concerto, que era do COD, e eu queria tanto ir ao concerto, que era fixe eles irem. Mas ao mesmo tempo eles irem. NĆ£o, nós nĆ£o querĆamos isso. Nós querĆamos outra cena. E isso foi giro, porque... E aqui tenho que me atacar a mim próprio. Isso Ć© para cotas, para nós Ć© outra cena. Era sentado tambĆ©m, eu lembro-me. E isso foi uma parte fixa da JMJ que foi. A liberdade de nós podermos ir ao que quisermos. NĆ£o havia uma cena que nós tĆnhamos, era obrigatório. EntĆ£o isso Ć© fixe, mas Ć© uma daqueles eventos em que se vai, em que passa-se o tempo todo a rodar o terƧo. E Ć© uma experiĆŖncia. Eu vou aquilo porque me identifico, tu vais a outra coisa porque te identificas. Eu lembro-me, por exemplo, o Ćŗnico inconveniente Ć© que a nossa escola fechava Ć s 11. Nós tĆnhamos que ir ao estĆŗdio, mas nunca ficĆ”vamos atĆ© tarde, porque tĆnhamos que voltar para a almada, jantar em a almada e ir para a escola, porque elas nĆ£o se fechavam mesmo as portas. EntĆ£o nunca aproveitĆ”mos atĆ© muito tarde. Apesar de eu vos ter dito, eu nĆ£o poderia estar a dizer isto agora, pois nĆ£o. Deixem lĆ”, pĆ”. Eles nunca mais vĆ£o ver. E eu nĆ£o consigo, porque nós chegĆ”mos mais tarde. Como eu vos disse. Deram um rabete, mas depois agora nunca mais nos vejo. As vossas melhores recordaƧƵes, os melhores episódios, aqueles que vĆ£o lembrar-se durante muitos anos, quando Ć© que foram? Assim nĆ£o imagino, mas foi na Via Sacra mesmo. Porque eu lembro-me que nós estĆ”vamos todos em um grupo e nós ficĆ”mos mais perto do palco. Aquilo foi muito bonito. E nós acabĆ”mos todos por nos emocionar muito. Praticamente toda a gente chorou. Acho que atĆ© toda a gente chorou mesmo, nĆ£o querendo estar aqui hoje. Aquilo acabou e nós ainda tivemos meia hora, todos juntos, ali numa roda, abraƧados, olhĆ”mos para os outros. Mesmo a interioridade que tinha acabado de acontecer, emocionados. Uma roda de gratidĆ£o, abraƧar quem estava ao nosso lado, dizer obrigado, eu gosto muito de ti. Foi bem impactante. AtĆ© hoje Ć© assim a memória que me fica das jornadas. Eu tenho que falar mais do que eu disse. Eu tenho boas cenas para dizer. EntĆ£o assim, uma. Eu emocionei-me imenso quando finalmente cheguei, portanto vim cĆ”, vim ajudĆ”-los a entrar nos autocarros, aqui em Coimbra, tudo, quando finalmente cheguei com a minha famĆlia e juntei a minha famĆlia e os meus alunos, confesso que me emocionei muito. Agora estou neste momento um bocadinho emocionado porque foi mesmo bom porque juntei duas coisas pelas quais sonhei. Foi a minha famĆlia e sonhei muito com os meus alunos lĆ”. Foi motivo de grande orgulho para mim vĆŖ-los lĆ”. Foi uma alegria grande de Deus. Foi emocionante, estou agora emocionado. Depois, mais coisas. Na Via Sacra tambĆ©m foi emocionante para mim, mas a Via Sacra tive uma experiĆŖncia diferente da vossa, que eu nĆ£o fui para lĆ” para a frente tanto, e depois eu fui com os meus com o Leonor e o GonƧalo de 4, o GonƧalo tem 4 anos e a Leonor tem 8. Eles levaram com cenas beatas naquelas semanas fazendo isso, atĆ© quando arrependemos de uma Via Sacra, coitado se nos perca. Mas a nossa Via Sacra fez gira porque nós estivemos na na Arzuda MarquĆŖs e nós paramos no McDonald's. EntĆ£o, nós fomos buscar eu fui buscar comida ao McDonald's eu nĆ£o sei como Ć© que aconteceu isto eu tive a sorte, porque a senhora nĆ£o deixava ninguĆ©m. Ela disse, eu me sigo com o tabuleiro do McDonald's para a rua. EntĆ£o, eu trago um tabuleiro do McDonald's para a rua e fizemos um piquenique, a nossa famĆlia no locatrĆ£o do MarquĆŖs os meus filhos a comer no McDonald's, coitados, e a minha mulher ia-o arrasar. Portanto, foi essa a experiĆŖncia. E entĆ£o, os miĆŗdos jĆ” pediram para fazer piquenique outra vez no McDonald's. Ah, gostaram! Mas nĆ£o verĆ”. Mas para mim foi giro porque consegui fazer isso e levar os miĆŗdos. E depois, outra experiĆŖncia gira. Toda a jornada foi importante para mim. E eu, por cuidado com os meninos, nĆ£o ficĆ”mos para a Missa Final, porque achĆ”mos que era muita gente. Nós tĆnhamos imenso medo de perdermos os miĆŗdos. E por isso, tivemos que ter uma atitude responsĆ”vel e nĆ£o fomos Ć Missa Final. Porque tĆnhamos medo de perdermos eles. EntĆ£o, nĆ£o fomos. Fomos embora. E nós fomos fazer fĆ©rias. SaĆmos lĆ” diretos para o sĆtio onde fomos fazer fĆ©rias. Fomos fazer fĆ©rias, nessa altura, para NazarĆ©. Fomos almoƧar um peixinho e tal. Os miĆŗdos, carne mesmo. E depois, vamos tirar a selfie. A selfie tĆpica de famĆlia. Vamos fazer a selfie. Tiramos a selfie com a praia de NazarĆ© de fundo. Supimpa. E, quando estou a tirar a selfie, recebo uma notificação de uma notĆcia do observador em que o Papa falou aos voluntĆ”rios e diz, apanhem a onda de NazarĆ©, apanhem a onda do amor. Quando estou a tirar, quando estou na NazarĆ©. Foi uma cena... Foi brutal, porque eu estava lĆ”. Foi assim uma cena. E foi uma espĆ©cie de confirmação de tudo aquilo que vivemos atĆ© lĆ”. Isso aqui tambĆ©m nĆ£o Ć© um momento em especĆfico, mas tambĆ©m Ć© o facto das pessoas estarem abertas a conviver. Ou seja, eu tinha pessoas que nĆ£o conheci lĆ” nenhum, que eram de outros paĆses, e vinham ter comigo. Mesmo com interesse de conhecer. Nós tambĆ©m tĆnhamos uma coisa que era... Por exemplo, eu levei torres da universidade em miniatura. Depois trocava-se com estrangeiros. Eles diziam-me que eu tinha este aqui, que era a torre e tal. Ah, tens esta pulseira que eu trouxe e eu curti. Ou tens este calƧar que Ć© criativo. Isso tambĆ©m Ć© engraƧado, porque eu acabei por conhecer muita gente. E acho que ajuda a rezar. Depois que Ć© a experiĆŖncia toda, ajuda-nos pelo menos a estar um bocadinho mais próximo de Deus. E o rezar nĆ£o tem que ser aquela oração tĆpica que muitas vezes no dia a dia conhecemos e abre-nos pelo menos a novas linguagens, que Ć© uma coisa fixe. Pode ter ideia que nós cortamos isto. Lembra-me agora uma pergunta que nĆ£o estava escrita nem nada. Mas falta a senhora da hora atrĆ”s. Havia alguma coisa que mudava? Da vossa parte? Sim, tinha que ser da vossa parte. Exatamente. NĆ£o tinha mudado nada, eu acho. Eu acho que existia mais alunos para ir. Eu existia... Mais alunos nossos para ir. NĆ£o sei se conseguia. Mas sim. Foi uma experiĆŖncia muito gira. E acho que se fossem mais alunos, toda a gente teria gostado. Mas, de reze, nĆ£o sei assim muito. Havia muita gente nossa que eu nĆ£o conhecia e passei a conhecer. Eu pensava eu nunca vou conhecer esta pessoa, nunca vou falar com ela. E depois, no meio daquela experiĆŖncia, viraram... NĆ£o tinha formado. NĆ£o sei responder muito melhor a esta pergunta, desculpa. EstĆ”vamos tanto naquele ritmo de jornadas que nós nem pensamos se ia ser melhor ou nĆ£o. Era tudo acontecer e nós só estĆ”vamos a aproveitar mesmo. Deixam-se levar pelo momento. Acho que Ć© isso que faz a jornada ter sido tĆ£o bonita. Sim, Ć© isso. Nós fomos indo, fomos levando. Acho que foi bom. TambĆ©m tive uma experiĆŖncia que, como eu nĆ£o fui, pedi ajuda a trĆŖs pessoas mais velhas, antigas alunas, para ajudarem. Porque legalmente tinha de acontecer. E elas foram fantĆ”sticas. Fizeram parte do grupo. Era a Didi, havia Jesus e a Maria. E as trĆŖs... As trĆŖs eram uma dos alunos. Mas, ao mesmo tempo, legalmente, por serem menores, nĆ£o era o Cossa que queria ir ao concerto. Era um malta tambĆ©m da mesma idade, estava no primeiro ou no segundo ano da faculdade. A Maria era a minha monitora, e eu conhecia-a, mas nĆ£o era amiga dela. E depois das jornadas, ainda hoje falamos super, somos superamigas. A jornada tambĆ©m abre um caminho. Depois tambĆ©m vamos para a vida. Acho que estamos assim ao final do nosso episódio. Queria agradecer a vossa participação. Espero que tenham gostado de participar. Espero que os nossos ouvintes tambĆ©m tenham gostado do episódio. Muito obrigado. Continuem a ouvir os nossos episódios. Vamos trazer mais novidades e mais convidados para tambĆ©m dar a sua opiniĆ£o sobre vĆ”rios temas diversos. Obrigado por terem ouvido. Muito obrigado.
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