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Listen to Descartes e o racionalismo by Elisabete Santos MP3 song. Descartes e o racionalismo song from Elisabete Santos is available on Audio.com. The duration of song is 04:40. This high-quality MP3 track has 269.548 kbps bitrate and was uploaded on 29 Jun 2023. Stream and download Descartes e o racionalismo by Elisabete Santos for free on Audio.com – your ultimate destination for MP3 music.










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Descartes is considered the father of rationalism. He believes in the power of human reason to attain truth but acknowledges the possibility of being deceived. To combat this, he uses doubt as a tool to reach truth. He starts by doubting sensory knowledge, then questions the reliability of rational knowledge by considering the possibility that life is a dream. Descartes even doubts his own existence, but concludes that he must exist because he is thinking. He then introduces the idea of a deceiving demon and doubts everything further. He establishes the indubitable truth of his existence through the phrase "cogito ergo sum" (I think, therefore I am). Descartes also argues for the existence of God as a guarantee of reliable knowledge. He believes that clear and distinct ideas are evidence of God's existence. He distinguishes between innate ideas (such as God) and ideas derived from senses or imagination. However, Descartes' argument has been criticized for its circular reasoning. Descartes Ă© considerado o pai do racionalismo. Este filĂ³sofo tem uma confiança na capacidade da razĂ£o humana e considera que esta Ă© capaz de alcançar a verdade. No entanto, no seu percurso parou-se vĂ¡rias vezes com conhecimentos errĂ³neos. Assim sendo, considera que Ă© necessĂ¡rio verificar todo o edifĂcio do saber, para nĂ£o dar o seu assentimento a falsos conhecimentos nem cair no ceticismo. Para atingir o seu objetivo, ele vai utilizar a arma do inimigo, ou seja, a dĂºvida. No entanto, esta sua dĂºvida resulta de um ato voluntĂ¡rio e intencional. Esta dĂºvida provisĂ³ria, pois Ă© um instrumento para alcançar a verdade, Ă© uma dĂºvida radical e hiperbĂ³lica, pois considera a prĂ³pria existĂªncia em causa com a hipĂ³tese do gĂªnio maligno. Vejamos agora o percurso da dĂºvida cartesiana. Descartes começa por constatar que jĂ¡ foi enganado pelos sentidos, ora, quem nos engana uma vez, pode enganar duas ou trĂªs. EntĂ£o ele decide rejeitar todo o conhecimento que deriva da experiĂªncia. A primeira etapa da dĂºvida sĂ£o os sentidos. Rejeitado todo o conhecimento sensorial, resta-lhe o conhecimento racional. Mas, como ele constata, tambĂ©m aqui somos por vezes enganados. Descartes lembra-se que jĂ¡ teve sonhos tĂ£o reais, tĂ£o reais, que sonhando pensava que estava efetivamente a viver aqueles momentos. EntĂ£o serĂ¡ a vida um sonho? Descartes ultrapassa essa dificuldade, lembrando-se que por vezes estamos a sonhar e achamos que estamos acordados, mas o inverso nunca ocorre, ou seja, quando estamos acordados, nĂ£o achamos que estamos a sonhar. Descartes distingue assim a vigĂlia do sonho. Seguidamente Descartes coloca Ă hipĂ³tese o gĂªnio maligno—se calhar existe um gĂªnio que se diverte manipulando-nos, enganando-nos, e tudo aquilo que nĂ³s achamos ser a realidade nĂ£o existe e todos os nossos pensamentos estĂ£o errados. Levou assim a dĂºvida ao seu extremo, duvidando atĂ© da sua prĂ³pria existĂªncia. Mas Descartes chega Ă conclusĂ£o de que, estando a duvidar, necessita de pensar, e, se estĂ¡ a pensar, existe. O gĂªnio maligno nĂ£o pode enganĂ¡-lo sobre o conteĂºdo de todos os seus pensamentos. Contudo, nĂ£o o pode enganar sobre o facto de ele estar a pensar. ChegĂ¡mos assim Ă primeira verdade indubitĂ¡vel do seu sistema, o cogito. Pense, logo existe. Cogito ergo sum. O cogito Ă© uma das crenças bĂ¡sicas a que Descartes recorre para reconstruir o seu edifĂcio de saber. Mas, com o cogito, Descartes apenas prova a sua existĂªncia, enquanto ser pensante, nĂ£o consegue provar a existĂªncia de si fora do pensamento, nem a dos outros, nem da prĂ³pria realidade. Siga preso ao chamado solipsismo. Para superar esta situaĂ§Ă£o, Descartes recorre Ă segunda verdade indubitĂ¡vel, Deus. Deus existe. JĂ¡ vamos ver a sua argumentaĂ§Ă£o. E como ser sumamente bom, nĂ£o deixarĂ¡ que eu me engano quando percecio nas coisas de forma clara e evidente. A clareza e a evidĂªncia sĂ£o duas condições para alcançarmos os conhecimentos verdadeiros. Descartes diz que muitas vezes somos apressados e aceitamos como verdade conhecimentos que nĂ£o sĂ£o claros e evidentes para nĂ³s. EntĂ£o esses enganos nĂ£o vĂªm contradizer a possibilidade da verdade e a existĂªncia de Deus. EntĂ£o como prova Descartes a existĂªncia de Deus? Bem, ele vai apresentar uma nova versĂ£o do argumento ontolĂ³gico de Santa Anselmo. Quando pensa em Deus, pensa um ser perfeito. Ora, um ser perfeito tem necessariamente de existir fora do pensamento, senĂ£o nĂ£o seria perfeito. Descartes aproveita ainda o argumento da marca impressa. NĂ³s, que somos imperfeitos, temos em nĂ³s a ideia de perfeiĂ§Ă£o. Ora, um ser imperfeito nĂ£o pode gerar algo perfeito. Logo, teve de existir um ser perfeito que a colocou em nĂ³s. Deus Esta argumentaĂ§Ă£o leva-nos a outro aspecto importante da filosofia Descartes, a existĂªncia das ideias inatas. Descartes distingue entre ideias inatas, as que jĂ¡ nascem connosco, como por exemplo Deus, e as ideias adventĂcias e factĂcias. As adventĂcias sĂ£o construĂdas com a ajuda dos sentidos, como azul ou verde. As factĂcias sĂ£o construĂdas com a ajuda da imaginaĂ§Ă£o, como a sereia ou o unicĂ³rnio. Como crĂtica a Descartes, podemos apontar o chamado cĂrculo cartesiano, a falĂ¡cia da petiĂ§Ă£o de princĂpio. Como Ă© que eu sei que Deus existe? Porque Ă© uma ideia clara e distinta, e Deus nĂ£o me engana quando eu percepciono as coisas de forma clara e distinta.
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